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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração alarmante nas redes sociais nesta terça-feira (7), afirmando que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. O post foi feito horas antes do prazo final estipulado por Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de petróleo do mundo. Em sua postagem, Trump indicou que, embora não deseje que isso aconteça, acredita que o cenário de guerra com o Irã seja inevitável.
“Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, escreveu o presidente dos EUA. Trump também usou o post para criticar o regime iraniano, dizendo que “47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”. Ele expressou sua esperança de que a mudança de regime no Irã poderia permitir um futuro melhor, afirmando: “talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer”.
Esse comentário foi feito após uma série de declarações de autoridades iranianas que indicam que Teerã não cederá às exigências dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump havia dado ao Irã um prazo de 48 horas para reabrir o estreito estratégico, que foi fechado após tensões militares no Oriente Médio.
Irã prepara resistência e apela ao voluntariado
Antes do ultimato de Trump, o Irã convocou sua população para se preparar para o que parece ser uma possível escalada de conflito. Em um pronunciamento na televisão estatal, autoridades iranianas pediram que cidadãos formassem “correntes humanas” para proteger usinas de energia e pontes, que são alvos em potencial de ataques. Alireza Rahimi, um importante membro do governo iraniano, pediu voluntários de várias classes sociais, incluindo jovens, atletas e estudantes, para se unirem na defesa das infraestruturas do país.
Além disso, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que mais de 14 milhões de iranianos estavam dispostos a “sacrificar suas vidas” pela defesa do país. Apesar da retórica, especialistas alertam para a discrepância entre o número de voluntários e a população total do Irã, que ultrapassa 90 milhões de pessoas.
Cenário de tensão crescente
O clima em Teerã tem se tornado cada vez mais tenso, com muitos iranianos temendo possíveis ataques e cortes de energia em grande escala. “Estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, comentou um jovem de Teerã, que preferiu não se identificar, sobre a sensação de desespero vivido pela população local.
Enquanto isso, as negociações entre Irã e Estados Unidos seguem sem sucesso. Na segunda-feira (6), o Irã e os EUA rejeitaram uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão, que visava estabelecer uma pausa temporária no conflito, permitindo a reabertura do Estreito de Ormuz. Para o Irã, um cessar-fogo seria insuficiente, e a exigência de um acordo de paz definitivo segue como uma condição para qualquer diálogo.
Conclusão da crise iminente?
À medida que o prazo de Trump se aproxima, o mundo aguarda ansiosamente o desenrolar dos acontecimentos. A retórica agressiva de ambos os lados, somada à preparação militar do Irã, cria um ambiente instável, com o risco de uma escalada de violência em uma das regiões mais voláteis do planeta.
