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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue sem anunciar quem comandará a equipe jurídica de sua campanha à reeleição. A indefinição tem gerado preocupação entre aliados do presidente, que avaliam que a demora pode impactar a estratégia eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um momento de intensificação das disputas judiciais entre as principais pré-campanhas presidenciais.
Integrantes do entorno de Lula consideram que o TSE terá papel relevante na corrida eleitoral de 2026, repetindo o protagonismo observado durante a eleição presidencial de 2022.
Aliados cobram definição para fortalecer atuação no TSE
A preocupação aumentou após a definição da equipe jurídica ligada à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que escolheu a ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri para liderar sua estratégia jurídica.
Nos bastidores, aliados do presidente avaliam que uma coordenação formalizada pode garantir mais agilidade na condução de ações eleitorais, especialmente diante do aumento das disputas envolvendo propaganda antecipada, propaganda negativa, pedidos de remoção de conteúdo e solicitações de direito de resposta.
Convite a Marco Aurélio de Carvalho enfrenta impasses
O principal nome cotado para assumir o comando jurídico da campanha é Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas. Lula teria feito o convite diretamente ao advogado, mas a definição esbarra em questões políticas internas.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Marco Aurélio gostaria de participar da escolha dos integrantes da equipe jurídica. No entanto, o coordenador da campanha e presidente nacional do PT, Edinho Silva, já teria iniciado a montagem do grupo responsável pela área.
Diante desse cenário, o advogado estaria inclinado a aceitar um convite do PT de São Paulo para coordenar a área jurídica da campanha de Fernando Haddad ao governo paulista. Ainda assim, interlocutores não descartam uma mudança de posição caso Lula reforce o convite.
Nomes de peso são avaliados para compor equipe
Entre as alternativas discutidas pela coordenação da campanha está a formação de um grupo com advogados de destaque no meio jurídico.
Os nomes de Pierpaolo Bottini e Fernando Neisser, ambos doutores em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), são apontados como possíveis integrantes da equipe.
A ideia é reunir profissionais com experiência em Direito Eleitoral e atuação reconhecida para fortalecer a defesa dos interesses da campanha perante a Justiça Eleitoral.
Jurídico da pré-campanha já atua em processos
Atualmente, a área jurídica da pré-campanha é liderada por Ângelo Ferraro, advogado do Partido dos Trabalhadores e sócio do escritório Ferraro, Rocha e Novaes.
Ele tem assinado as ações apresentadas pela legenda nos últimos meses e deve continuar atuando nos processos eleitorais. No entanto, ainda não há definição sobre uma eventual nomeação para a coordenação geral da equipe jurídica.
Com a aproximação do período eleitoral, cresce a expectativa sobre a decisão de Lula, considerada estratégica por aliados diante do aumento das disputas judiciais entre os principais grupos políticos que disputarão a Presidência da República em 2026.

