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poluição no Golfo
Reprodução internet
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Mundo – Teerã passou a cobrar indenização pelos danos ambientais acumulados nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã ao longo das últimas décadas. O governo iraniano afirma que a poluição provocou prejuízos de trilhões de dólares às áreas costeiras do país.

A cobrança ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo.

Irã responsabiliza países, seguradoras e envolvidos no transporte

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou nesta quarta-feira (12) que todos os envolvidos no transporte comercial pelo Estreito de Ormuz têm responsabilidades relacionadas aos danos ambientais provocados na região.

“Todos os envolvidos que se beneficiam do transporte comercial pelo Estreito de Ormuz têm uma obrigação tanto legal quanto moral de reparar os danos ambientais causados ao Golfo Pérsico e ao Mar de Omã”, declarou Baqaei.

Segundo o governo iraniano, a poluição acumulada ao longo de décadas comprometeu os ecossistemas marinhos e as áreas costeiras.

A declaração ocorre depois que uma mancha de petróleo chegou a uma praia próxima à ilha de Qeshm, no Irã. A localização das imagens que registraram o episódio foi verificada pela CNN.

Mancha de petróleo também atinge praias de Omã

O problema ambiental não se limita ao território iraniano.

A Autoridade Ambiental de Omã informou que um derramamento de petróleo proveniente de um navio-tanque sancionado, que transportava petróleo bruto russo, atingiu algumas praias de Ras Madrakah, no sudeste do país.

Os episódios aumentam a preocupação com os impactos ambientais provocados pelo transporte de petróleo em uma região estratégica para o comércio internacional de energia.

Para o governo iraniano, porém, a situação atual seria apenas uma manifestação visível de um problema muito mais antigo.

Teerã fala em trilhões de dólares em prejuízos

Baqaei afirmou que a poluição acumulada no Golfo Pérsico e no Mar de Omã provocou danos avaliados pelo governo iraniano em trilhões de dólares.

O porta-voz questionou quem deveria assumir os custos dessa reparação, mencionando países que consomem a energia exportada pela região, empresas de seguros marítimos e aqueles que, segundo Teerã, contribuíram para transformar as águas do Golfo em uma área de operações militares.

A declaração amplia o debate sobre quem deve responder financeiramente por impactos ambientais provocados por acidentes, transporte de petróleo e atividades militares em águas estratégicas.

Exigências aumentam pressão sobre o Estreito de Ormuz

A cobrança por indenização ocorre em um momento de forte tensão em torno do Estreito de Ormuz.

Autoridades iranianas já apresentaram condições para uma eventual reabertura completa da passagem marítima. Entre elas estão o fim da guerra contra o Irã e seus aliados regionais, o levantamento de bloqueios navais e de sanções, a retirada de forças militares dos Estados Unidos das proximidades do território iraniano e uma indenização pelos danos provocados durante conflitos recentes.

Teerã também exige a liberação de ativos iranianos congelados no exterior.

As exigências foram apresentadas por Mohammad Bagher Zolghadr, veterano da Guarda Revolucionária que deixou o Conselho Supremo de Segurança Nacional e passou a atuar como assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei.

Apesar das tensões com Washington, autoridades iranianas afirmam que um eventual acordo provisório para administrar a navegação pelo Estreito de Ormuz seria uma negociação bilateral com Omã e não estaria diretamente relacionado aos Estados Unidos.

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