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Política – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), evitou confirmar quando será votada a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Nesta quarta-feira (12), ele afirmou que pretende conversar com os demais senadores antes de definir os próximos passos sobre o tema.
A proposta é uma das pautas consideradas prioritárias pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente no período que antecede as eleições. Apesar da reaproximação entre Lula e Alcolumbre, ainda não há garantia de que o texto será analisado antes do pleito.
Alcolumbre diz que ainda vai ouvir os senadores
Questionado sobre a possibilidade de a proposta ser votada ainda neste semestre e antes das eleições, Alcolumbre classificou a pergunta como “muito delicada”.
O presidente do Senado afirmou que não tinha uma resposta definitiva e que conversaria com os parlamentares sobre o assunto.
Alcolumbre também reconheceu que o governo federal deseja acelerar a análise de suas pautas prioritárias.
Segundo ele, o pedido foi observado durante as duas conversas recentes que manteve com Lula. O senador afirmou ter compreendido a importância atribuída pelo governo ao andamento dessas propostas.
A declaração, entretanto, não representa uma confirmação de que a votação da escala 6×1 acontecerá antes das eleições.
Lula e Alcolumbre retomam diálogo
A discussão sobre a escala 6×1 ocorre paralelamente à tentativa de reconstrução da relação entre Lula e Alcolumbre.
Os dois se encontraram novamente nesta quarta-feira (12), no Palácio da Alvorada. A reunião também contou com a participação do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), e da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
O encontro marcou mais um passo na retomada do diálogo entre o presidente da República e o presidente do Senado, depois de meses de desgaste.
A relação havia sido afetada principalmente pela rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora o contato entre os dois tenha sido retomado, o governo ainda não conseguiu garantir que suas principais propostas avançarão rapidamente no Congresso.
Governo tem outras pautas prioritárias
Além da mudança na escala de trabalho, o Palácio do Planalto pretende acelerar a tramitação de outras propostas.
Entre elas estão a Medida Provisória que trata da chamada “taxa das blusinhas”, a PEC da Segurança Pública, o projeto relacionado a minerais críticos e uma proposta envolvendo subsídios para combustíveis.
O problema para o governo é o calendário legislativo.
Com as eleições se aproximando, estão previstas apenas duas semanas de trabalho do Congresso até outubro. O período reduz o espaço disponível para a análise de diferentes projetos e também limita a possibilidade de o governo transformar essas pautas em bandeiras eleitorais.
MDB declara apoio à análise mais rápida
Enquanto Alcolumbre evita confirmar um cronograma para a votação, a bancada do MDB no Senado se posicionou de forma unânime a favor de acelerar a análise de algumas das propostas defendidas pelo governo.
A expectativa é que outras siglas de centro e de esquerda também apoiem a iniciativa e pressionem pela tramitação das matérias.
A questão agora é saber quais propostas conseguirão avançar em um Congresso com calendário reduzido e diante da proximidade das eleições.
No caso da escala 6×1, a declaração de Alcolumbre deixa o cenário em aberto. O presidente do Senado sinalizou disposição para conversar com os parlamentares, mas não estabeleceu uma data para a votação.

