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Pix e tarifas dos EUA
Reprodução Ricardo Stuckert/Agência Brasil
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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) que integrantes da família Bolsonaro teriam contribuído para ampliar pressões dos Estados Unidos sobre o Brasil, citando críticas ao Pix e a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

As declarações foram feitas durante agenda oficial em Rio Verde (GO), onde o presidente também voltou a defender o sistema de pagamentos brasileiro e criticou o que chamou de interferência externa.

Lula acusa aliados de Bolsonaro de buscar influência dos EUA

Durante o discurso, Lula afirmou que integrantes da família Bolsonaro teriam solicitado apoio político ao governo norte-americano.

“O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar”, declarou.

As falas ocorrem após reunião realizada no fim de maio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que pediu ao governo americano para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros e negou ter defendido medidas prejudiciais ao país.

Governo relaciona críticas ao Pix com nova tensão comercial

Lula também associou o debate sobre o Pix à proposta americana de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros.

Segundo relatório divulgado pelos Estados Unidos, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos estaria criando desvantagens para empresas privadas internacionais do setor financeiro.

O presidente brasileiro rebateu a crítica e afirmou que o Pix se tornou referência por oferecer praticidade e baixo custo aos usuários.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também saiu em defesa do sistema, argumentando que o Pix funciona como infraestrutura financeira aberta, sem restrições à participação de novas empresas.

Tarifa dos EUA preocupa exportadores brasileiros

A proposta americana prevê tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e pode afetar parte significativa das exportações nacionais.

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que cerca de 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos podem sofrer impactos caso a medida avance.

Além das questões econômicas, o episódio ampliou o embate político entre governo e oposição sobre relações diplomáticas e comércio exterior.

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