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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que derrotará o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026, mesmo que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, decida apoiar o parlamentar durante a campanha.
As declarações foram feitas nesta segunda-feira (20), durante a convenção nacional do PDT, que oficializou apoio à candidatura de Lula à reeleição.
Lula critica aliados de Bolsonaro
Durante o discurso, o presidente voltou a criticar políticos que, segundo ele, atuam junto ao governo norte-americano contra os interesses do Brasil.
“Nós não temos o direito de perder essas eleições. Neste país, antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave. E temos hoje mais de um traidor que vai aos EUA pedir punição ao Brasil”, afirmou.
Na sequência, Lula declarou que uma eventual participação de Marco Rubio na campanha não alteraria o resultado das eleições.
“Estou convidando quem quiser vir acompanhar as eleições no Brasil, pode acompanhar. Se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, quiser acompanhar e apoiar o nosso adversário, que venha, que monte um comitê, porque vamos derrotá-los”, disse.
Governo aponta tentativa de interferência
Nos bastidores, integrantes do governo federal avaliam que setores do Departamento de Estado dos Estados Unidos estariam favorecendo Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Segundo a reportagem, o senador enviou uma carta às autoridades americanas solicitando o adiamento do chamado tarifaço e recebeu uma resposta formal de Marco Rubio.
No período em que as tarifas foram anunciadas, Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou com os Estados Unidos “de boa-fé” e atribuiu ao governo Lula a responsabilidade pela adoção das medidas.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as declarações como “inaceitáveis” e “ofensivas”. O chanceler também afirmou que as investigações americanas que embasaram a imposição das tarifas foram unilaterais e sem justificativa.
O governo brasileiro também sustenta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao anunciar, no ano passado, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
PDT oficializa apoio à reeleição
As declarações de Lula ocorreram durante a convenção nacional do PDT, que confirmou apoio à sua candidatura à reeleição.
O acordo também prevê alianças estaduais, incluindo o apoio do PT às pré-candidaturas de Juliana Brizola ao governo do Rio Grande do Sul e de Requião Filho ao governo do Paraná.
O PDT integrou o governo Lula no início do mandato, quando Carlos Lupi ocupava o Ministério da Previdência. O partido passou a enfrentar desgaste após a divulgação das fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso que levou ao indiciamento do ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, pela Polícia Federal.

