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O descarrilamento ocorrido na manhã desta terça-feira (9), na Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, chamou a atenção dos usuários e trouxe de volta à pauta a discussão sobre a segurança no transporte sobre trilhos da capital. Embora não tenha deixado feridos, o incidente provocou paralisações, acionou o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) e levou milhares de passageiros a enfrentarem transtornos ao longo do dia.

Momentos de pânico

Por volta das 9h59, um trem descarrilou entre as estações Vila Sônia e São Paulo–Morumbi. O último carro se soltou da composição e ficou isolado nos trilhos, o que fez passageiros relatarem pânico e a necessidade de deixar os vagões a pé. A concessionária ViaQuatro informou que todos foram atendidos e que não houve feridos.

Às 10h18, o PAESE foi acionado para atender os passageiros no trecho interrompido. Linhas de ônibus passaram a substituir a circulação entre Morumbi e Vila Sônia. Horas depois, o funcionamento foi gradualmente retomado e, no início da noite, a operação já havia voltado ao normal.

Sindicato diz que privatização traz riscos

Em comunicado, a concessionária ViaQuatro afirmou que “a integridade dos passageiros foi preservada e todas as medidas de segurança foram seguidas de acordo com os protocolos operacionais”.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos declarou que acompanha de perto a apuração das causas e destacou que “não houve feridos, e a prioridade sempre será a segurança do usuário”.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, por sua vez, criticou o modelo de concessão da Linha 4-Amarela, alertando que “a privatização traz riscos ao sistema e expõe a população a incidentes que poderiam ser evitados”.

A Prefeitura de São Paulo reforçou que o PAESE funcionou conforme previsto, garantindo atendimento imediato aos passageiros durante a paralisação.

Acidentes semelhantes no passado

Embora acidentes graves sejam raros no Metrô moderno, o sistema metroferroviário paulista já enfrentou episódios marcantes:

  • Linha 1-Azul (1999) – Um trem descarrilou ao sair da Estação Santana devido ao desprendimento de um disco de freio. Não houve feridos, mas a composição ficou fora de operação por quase dois anos.
  • Linha 1-Azul (2017) – Nas proximidades da Estação Jabaquara, uma falha humana durante a operação manual provocou descarrilamento. Sem feridos.
  • Linha 3-Vermelha (1987) – Um trem vazio descarrilou próximo à Estação Santa Cecília. O acidente paralisou a linha por quatro horas.
  • Linha 3-Vermelha (1992) – Um carro da Frota D descarrilou entre as estações Sé e Pedro II, interrompendo a operação por várias horas.
  • CPTM (2017) – Um trem da Série 2070 descarrilou próximo à Estação Itaim Paulista. Não houve vítimas.

Tragédias ferroviárias em São Paulo

  • Antes da criação do Metrô, o sistema ferroviário da capital registrou algumas das maiores tragédias de transporte do país:
  • Acidente de Itaquera (1987) – Colisão entre dois trens da CBTU na Estação Itaquera deixou mais de 50 mortos e dezenas de feridos.
  • Colisão em Engenheiro Goulart (1959) – Choque frontal entre dois trens da Estrada de Ferro Central do Brasil resultou em cerca de 50 mortes.

Retomada da operação

Para organizar o caos gerado pela interrupção do serviço, a concessionária e a Secretaria de Transportes Metropolitanos acionaram de imediato o PAESE, garantindo ônibus de apoio no trecho afetado e orientadores para auxiliar os passageiros nas estações. Apesar do congestionamento e da superlotação em alguns pontos da cidade, as medidas emergenciais evitaram que o problema se tornasse ainda maior.

No início da noite, a circulação dos trens já havia sido restabelecida integralmente e, segundo nota oficial, o sistema opera em plena normalidade.

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