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visita de Trump à China
Reprodução wikimedia
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Mundo – A China afirmou nesta quarta-feira (13) que “acolhe com satisfação” a visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim. O governo chinês declarou estar disposto a ampliar a cooperação bilateral e administrar divergências entre as duas maiores economias do mundo.

A viagem marca mais um capítulo nas relações entre China e Estados Unidos, em meio a tensões envolvendo comércio internacional, segurança global, Taiwan e a guerra envolvendo o Irã.

Xi Jinping receberá Trump em Pequim

Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, Trump desembarca em Pequim nesta quarta-feira para uma agenda de dois dias de reuniões com o presidente chinês Xi Jinping.

O porta-voz da diplomacia chinesa, Guo Jiakun, afirmou que os dois líderes terão conversas aprofundadas sobre temas estratégicos ligados às relações bilaterais e à estabilidade mundial.

“Os dois chefes de Estado trocarão opiniões aprofundadas sobre questões importantes relativas às relações China-EUA, bem como sobre a paz e o desenvolvimento mundial”, declarou o representante chinês durante coletiva de imprensa.

A programação inclui uma recepção oficial no Grande Salão do Povo, um dos principais edifícios governamentais da China.

Comércio, Irã e Taiwan estarão no centro das discussões

Além das relações comerciais entre os dois países, a reunião deve abordar temas considerados sensíveis pela diplomacia internacional.

Entre os principais assuntos previstos estão:

  • a guerra envolvendo o Irã;
  • a segurança marítima no Estreito de Ormuz;
  • a venda de armas americanas para Taiwan;
  • disputas geopolíticas na Ásia.

Taiwan segue sendo um dos pontos mais delicados da relação entre Pequim e Washington. A ilha é governada democraticamente, mas reivindicada pela China como parte de seu território.

Trump minimiza papel da China sobre conflito com Irã

Antes de deixar Washington, Trump afirmou que não acredita precisar da ajuda chinesa para resolver o conflito envolvendo o Irã e a crise no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

“Não acho que precisamos de ajuda com o Irã. Vamos resolver isso de um jeito ou de outro, pacificamente ou não”, disse o presidente americano a jornalistas.

Mesmo assim, o governo dos Estados Unidos informou que autoridades americanas e chinesas chegaram a um entendimento preliminar no mês passado sobre a importância de manter livre o tráfego marítimo na região.

Relação entre China e EUA segue marcada por tensão e cooperação

Apesar dos atritos comerciais e diplomáticos registrados nos últimos anos, China e Estados Unidos continuam mantendo forte dependência econômica mútua.

Analistas internacionais avaliam que a visita de Trump ocorre em um momento delicado da política global, com disputas comerciais, conflitos armados e preocupações sobre estabilidade energética pressionando os mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, o encontro entre Trump e Xi Jinping pode servir para reduzir tensões em temas estratégicos e evitar novos desgastes entre as duas potências.

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