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dívida para obras
Reprodução internet
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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o endividamento público destinado a obras de infraestrutura pode ser positivo para o país, desde que os recursos sejam utilizados para ampliar o patrimônio público. A declaração foi feita na quinta-feira (30), durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Segundo Lula, há diferença entre contrair dívida para financiar investimentos em infraestrutura e aumentar gastos correntes, como despesas de custeio. Para o presidente, obras como estradas, portos e aeroportos representam ativos que contribuem para o desenvolvimento econômico.

Lula defende “dívida boa” para investimentos

Durante a entrevista, Lula afirmou que não considera problemático o aumento da dívida pública quando os recursos são destinados à construção de infraestrutura.

“Não tem nenhum problema você fazer uma dívida se você vai construir um ativo novo. Essa é uma dívida boa que você tem que fazer.”

Na avaliação do presidente, investimentos públicos são essenciais para ampliar a oferta de serviços e estimular o crescimento do país.

Presidente destaca importância dos investimentos públicos

Lula também argumentou que áreas como saúde, educação e desenvolvimento dependem de recursos financeiros para apresentar resultados.

“Você não faz educação com discurso, você não faz saúde com discurso. Você não faz desenvolvimento com discurso, você faz com dinheiro.”

Segundo o presidente, governar exige decisões voltadas para investimentos capazes de melhorar a infraestrutura e os serviços oferecidos à população.

Controle dos gastos correntes também foi defendido

Apesar de defender o aumento dos investimentos, Lula afirmou que é necessário manter controle sobre as despesas correntes do governo.

Segundo ele, quando uma parcela elevada do orçamento é destinada ao custeio, como pagamento de salários e manutenção da máquina pública, sobra menos espaço para investimentos.

“Você tem que ter um certo controle, porque senão não sobra dinheiro pra você fazer investimento.”

Críticas ao teto de gastos

Durante a entrevista, o presidente voltou a criticar o teto de gastos, mecanismo criado após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Na avaliação de Lula, a regra limitou a capacidade de investimento do Estado e dificultou a execução de políticas públicas.

“Você criou o teto de gasto. Você foi criando empecilho.”

O presidente também afirmou que decisões econômicas não deveriam ser tomadas exclusivamente em função das demandas do mercado.

PAC foi citado como exemplo

Como exemplo da política de investimentos, Lula mencionou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o presidente, o programa prevê aproximadamente R$ 1,7 trilhão em investimentos e cerca de 80% dos recursos já foram aplicados.

Ao defender a execução de obras públicas, Lula resumiu:

“Governar é tomar decisão.”

Dívida pública federal ultrapassa R$ 9,2 trilhões

Enquanto o presidente defendia investimentos financiados por endividamento, o Tesouro Nacional divulgou que a dívida pública federal atingiu R$ 9,268 trilhões em junho, alta de 2,61% em relação a maio, quando o estoque era de R$ 9,032 trilhões.

Segundo o órgão, o crescimento foi impulsionado por:

  • emissão líquida de R$ 143,3 bilhões;
  • apropriação positiva de juros de R$ 85,16 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) também registrou avanço, passando para R$ 8,920 trilhões no período.

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