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Os municípios da Baixada Santista vão receber um amplo pacote de investimentos em saneamento básico até 2029. O plano prevê a expansão de aproximadamente 596 km de redes de esgoto e 170 km de redes de água, além da construção de novas estruturas de tratamento e reservação.
O volume de novas tubulações de esgoto equivale, em extensão, a uma viagem entre São Paulo e Curitiba, no Paraná, e integra um conjunto de obras voltadas à ampliação da cobertura de coleta e tratamento na região.
Ao todo, a Baixada Santista deve receber cerca de R$ 8 bilhões em investimentos, com média de R$ 2 bilhões por ano nos próximos quatro anos. O valor é cinco vezes maior do que a média anual aplicada entre 2017 e 2024, período anterior à desestatização da Sabesp pelo Governo de São Paulo.
A expansão da rede de esgoto será distribuída entre cinco cidades: Cubatão (15 km), Guarujá (18 km), Itanhaém (155 km), Peruíbe (48 km) e Praia Grande (160 km). O objetivo é ampliar a capacidade de coleta e reduzir impactos ambientais e sanitários na região.
Além da ampliação das redes, o plano inclui a modernização de pelo menos seis Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) até 2030. Entre elas estão unidades em Bertioga (Vista Linda e Centro), Peruíbe (P1), Mongaguá (Barigui e Bichoró), Itanhaém (Anchieta), Cubatão (Casqueiro) e Guarujá (Vicente de Carvalho).
O pacote de obras também contempla grandes projetos estruturais, como a Adutora Santos–Guarujá, orçada em R$ 134,7 milhões, que levará água de Santos até Guarujá por meio de um canal subaquático. Outro destaque é o Sistema Mambu Branco, que contará com um reservatório de 40 milhões de litros, além da nova Estação de Tratamento de Água Melvi, com capacidade de 1.270 litros por segundo.
Segundo o planejamento, até 2029 a região contará ainda com a construção de 20 novos reservatórios, três estações de tratamento de água e seis de tratamento de esgoto, ampliando de forma estrutural o abastecimento e o saneamento básico na Baixada Santista.
