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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a agenda de compromissos e entregas do governo nas últimas semanas em meio à preparação para a disputa pela reeleição em 2026. Segundo levantamento da CNN Brasil, entre 20 de maio e 19 de junho, o petista realizou 27 anúncios e visitou, em média, um estado a cada quatro dias.
A aceleração da agenda ocorre às vésperas do início do período de restrições eleitorais, conhecido como defeso eleitoral, que começa em 4 de julho e impõe limitações à publicidade institucional e à inauguração de obras por parte do governo federal.
Governo intensifica entregas antes do início das restrições
De acordo com aliados do presidente, a estratégia é concentrar o maior número possível de anúncios e entregas antes da entrada em vigor das restrições determinadas pela legislação eleitoral.
Nesta semana, Lula tem agendas previstas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nos últimos meses, os três maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, estiveram entre os estados visitados pelo presidente.
Segundo a apuração da CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que a intensificação da agenda busca conciliar as atividades administrativas com a pré-campanha pela reeleição.
Lula realizou 27 anúncios em um mês
Entre 20 de maio e 19 de junho, o presidente participou de 27 anúncios relacionados a ações e entregas do governo federal, média de praticamente um anúncio por dia.
Aliados consideram importante ampliar a presença de Lula nos estados e aumentar a exposição das ações da gestão federal antes do início das restrições previstas pela Justiça Eleitoral.
A tendência, segundo interlocutores do Palácio do Planalto, é de que o ritmo de compromissos seja ainda mais intenso até o dia 4 de julho.
PT prepara lançamento da candidatura à reeleição
O Partido dos Trabalhadores definiu que a convenção nacional para oficializar a candidatura de Lula ocorrerá em 1º de agosto, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Já a campanha eleitoral propriamente dita terá início em 16 de agosto, data a partir da qual passam a ser permitidos pedidos explícitos de voto, realização de comícios, distribuição de material gráfico e impulsionamento pago nas redes sociais.
Fundo Eleitoral poderá destinar até R$ 105 milhões para a campanha
O PT também decidiu disponibilizar à campanha presidencial o valor máximo permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa é que os candidatos ao Palácio do Planalto possam gastar até R$ 105 milhões no primeiro turno e até R$ 157 milhões em caso de segundo turno.
Conforme a distribuição do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026, o PT terá R$ 615,3 milhões disponíveis para financiar as campanhas dos candidatos da legenda.
Com a aproximação do período de restrições eleitorais, o Palácio do Planalto busca acelerar entregas e ampliar a presença do presidente em diferentes regiões do país antes do início oficial da campanha.

