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Plano prevê trégua imediata e acordo amplo enquanto tensão militar segue alta
Os Estados Unidos e o Irã receberam uma proposta de paz que pode encerrar as hostilidades em duas etapas, com um cessar-fogo imediato e um acordo mais amplo em até 20 dias. A iniciativa ocorre em meio à escalada de tensões e a ameaças diretas do presidente americano, Donald Trump, que estabeleceu prazo até terça-feira (7) para um entendimento.
Segundo fonte com conhecimento das negociações, o plano foi apresentado simultaneamente aos dois países e prevê a interrupção imediata dos combates, seguida por negociações mais detalhadas para consolidar um acordo definitivo. No entanto, o Irã já sinalizou resistência a pontos centrais da proposta.
Uma autoridade iraniana afirmou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz como parte de um cessar-fogo temporário e rejeita qualquer imposição de prazos enquanto analisa os termos. Ainda de acordo com essa fonte, há desconfiança sobre a disposição dos Estados Unidos em firmar um acordo permanente.
Nos bastidores, a articulação diplomática se intensificou. O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, manteve contato com autoridades-chave, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi.
Informações do site Axios indicam que também está em discussão um cessar-fogo de até 45 dias, dentro de um acordo em duas fases que poderia levar ao fim definitivo do conflito. Apesar disso, o cenário segue incerto diante das ameaças públicas de Trump.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que poderá ordenar novos ataques contra a infraestrutura energética e de transporte do Irã caso não haja acordo e a reabertura do Estreito de Ormuz até o prazo estipulado, posteriormente fixado para 20h no horário da costa leste dos EUA.
Enquanto as negociações avançam, o conflito continua a gerar impactos significativos. No fim de semana, o Irã realizou ataques contra instalações petroquímicas e um navio ligado a Israel em países do Golfo, demonstrando capacidade de resposta militar.
A escalada também atinge outros territórios. Em Israel, equipes de resgate retiraram corpos de vítimas após um ataque com míssil em Haifa. Já no Líbano, ofensivas israelenses contra o Hezbollah ampliaram a violência, com centenas de mortos.
O número de vítimas segue aumentando. Desde o início do conflito, cerca de 3.540 pessoas morreram no Irã, incluindo ao menos 244 crianças, segundo o grupo HRANA. No Líbano, autoridades relatam 1.461 mortos, entre eles 124 crianças.
O desfecho das negociações nos próximos dias será determinante para saber se a proposta de paz conseguirá interromper a escalada ou se a região caminhará para um conflito ainda mais amplo.
