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Política – Flávio Bolsonaro propõe acordo comercial durante debate nesta quarta-feira (8) que, caso seja eleito presidente da República, pretende negociar um acordo de livre comércio entre o Brasil, os Estados Unidos, o México e o Canadá. A proposta foi apresentada durante uma transmissão ao vivo realizada enquanto o parlamentar participa de compromissos oficiais nos Estados Unidos relacionados às discussões sobre o novo tarifaço imposto aos produtos brasileiros.
Segundo o senador, a iniciativa busca ampliar a integração econômica entre os países e incentivar novos investimentos no Brasil.
Flávio quer ampliar acordo comercial nas Américas
Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro defendeu a criação de um tratado inspirado no antigo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que reunia Estados Unidos, Canadá e México.
Segundo ele, a proposta seria transformar o acordo em uma área de livre comércio mais ampla, incluindo o Brasil.
“Vou informar que pretendo juntar minha parte técnica do novo governo do Brasil para o seguinte: não tem o NAFTA? A minha ideia é cortar essa letrinha N e passar a usar o AFTA, Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir.”
O senador argumentou que as economias dos países são complementares e que um acordo desse tipo poderia atrair investimentos americanos para o Brasil.
Exemplo citado foi acordo entre Argentina e EUA
Ao defender a proposta, Flávio Bolsonaro citou o entendimento firmado entre o governo do presidente argentino, Javier Milei, e os Estados Unidos em fevereiro deste ano.
Segundo o parlamentar, o acordo reduziu a tarifa de importação para centenas de produtos argentinos, servindo como referência para uma eventual negociação envolvendo o Brasil.
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Audiência discute tarifas aplicadas aos produtos brasileiros
Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o último domingo (5) e participou de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela investigação comercial aberta contra o Brasil.
Durante o encontro, o senador criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não enviar representantes para participar diretamente dos debates.
Na avaliação de Flávio, o governo brasileiro deveria ter apresentado uma defesa técnica durante a audiência.
O parlamentar também criticou outros pré-candidatos à Presidência que, segundo ele, não participaram das discussões sobre o tema.
Governo afirma que negociações seguem por via diplomática
O governo brasileiro informou que enviou técnicos da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos para acompanhar a audiência como observadores, sem participação nas discussões.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as negociações com o governo americano continuam sendo conduzidas pelos canais diplomáticos oficiais.
O ministro Márcio Elias Rosa também participou de reuniões com representantes do USTR para apresentar propostas relacionadas aos pontos que fundamentam a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos.
De acordo com o governo, as medidas apresentadas não incluem mudanças no Pix, tema que também faz parte das discussões envolvendo a investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

