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Nova fase da operação cumpre prisão e mandados em dois estados por acesso ilegal a informações fiscais
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) uma nova etapa da Operação Exfil, que investiga o vazamento de dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares. A ação foi autorizada pela própria Corte.
Nesta fase, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo a PF, a apuração envolve um possível esquema de obtenção ilegal de informações protegidas por sigilo, a partir de acessos indevidos aos sistemas da Receita Federal.
As investigações indicam que dados fiscais teriam sido acessados sem autorização, o que pode configurar violação grave de sigilo e uso indevido de informações sensíveis de autoridades públicas.
A primeira fase da operação ocorreu em fevereiro deste ano, quando foram cumpridos mandados em três estados. Na ocasião, os alvos incluíam pessoas com ligação à Receita Federal.
A operação está inserida no chamado inquérito das fake news, instaurado em 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli, e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que também autorizou as medidas desta nova fase.
O avanço da investigação busca identificar os responsáveis pelo acesso e eventual compartilhamento das informações, além de apurar se houve uso político ou criminoso dos dados.
