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A Casa Branca criticou duramente nesta sexta-feira (10) a decisão do Comitê do Nobel de conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2025 à venezuelana María Corina Machado, e não ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração oficial afirma que o comitê “priorizou a política acima da paz”.
“Ele [Trump] tem o coração de um humanista, e nunca haverá ninguém como ele, capaz de mover montanhas com a força de sua vontade”, escreveu o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, na rede X (antigo Twitter), ressaltando que Trump “continuará fazendo acordos de paz, encerrando guerras e salvando vidas”.
A crítica veio pouco depois do anúncio de que Machado, líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, receberá o Nobel por sua “luta incansável pelos direitos democráticos na Venezuela”. Apesar da frustração entre seus aliados, Trump ligou para parabenizar a venezuelana e compartilhou sua mensagem de agradecimento nas redes sociais. “Dedico este prêmio ao povo sofredor da Venezuela e ao presidente Trump por seu apoio decisivo à nossa causa!”, escreveu Machado.
O presidente americano já havia manifestado diversas vezes o desejo de receber o prêmio, citando sua atuação em acordos de paz, especialmente no recente cessar-fogo entre Israel e Hamas, anunciado dois dias antes da entrega do Nobel. “ABENÇOADOS OS PACIFICADORES”, escreveu Trump após o anúncio do acordo, enquanto a Casa Branca o classificava como “presidente da paz”.
Líderes como Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin já defenderam publicamente que Trump deveria ser agraciado com a honraria. Putin chegou a afirmar que “este prêmio perdeu credibilidade”, comentário que Trump compartilhou com entusiasmo.
No entanto, analistas lembram que as indicações ao Nobel encerram em 31 de janeiro e não está claro qual conquista específica de Trump em 2025 teria sido considerada. Além disso, suas políticas internas controversas, como deportações em massa e o uso da Guarda Nacional em cidades americanas, também pesam contra.
Desde sua criação, quatro presidentes dos EUA foram laureados com o Nobel da Paz — Roosevelt, Wilson, Carter e Obama — sendo este último o único premiado enquanto ainda exercia o cargo.

