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A líder da oposição venezuelana María Corina Machado foi anunciada nesta sexta-feira (10) como a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.
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A líder da oposição venezuelana María Corina Machado foi anunciada nesta sexta-feira (10) como a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Comitê Norueguês do Nobel destacou seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela” e sua luta por uma transição pacífica do regime de Nicolás Maduro para a democracia.

Machado, de 58 anos, está escondida desde agosto de 2024, após as eleições presidenciais venezuelanas. Na época, ela afirmou que Maduro havia sido derrotado, mas que o governo ocultou os resultados. Desde então, vive na clandestinidade por temer represálias, conforme relatado em carta publicada pelo Wall Street Journal.

Segundo o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, a escolha reforça a importância da resistência democrática: “Ela mantém viva a chama da democracia em meio à escuridão crescente”. Frydnes reconheceu as ameaças à segurança de Machado, mas afirmou esperar sua presença na cerimônia em Oslo, no dia 10 de dezembro.

María Corina Machado iniciou sua trajetória política há mais de duas décadas, fundando em 2002 a organização civil Súmate, voltada à promoção da participação cidadã e eleições livres. O grupo teve papel central na convocação do referendo revogatório contra Hugo Chávez em 2004.

Eleita deputada em 2010 com a maior votação do país, foi expulsa da Assembleia Nacional quatro anos depois, após confrontos diretos com o chavismo. Em 2013, criou o partido liberal Vente Venezuela e passou a liderar uma oposição intransigente ao regime.

Mesmo com inabilitação política imposta pelo governo, venceu as primárias internas da oposição em 2023 com 93% dos votos, mas foi impedida de disputar as eleições de 2024. O diplomata Edmundo González Urrutia, que a substituiu, também foi alvo de repressão.

A entrega do Nobel da Paz à engenheira e ativista consolida sua imagem como um dos símbolos mais fortes da resistência civil na América Latina. Para o comitê, Machado representa um “exemplo extraordinário de coragem” diante de um regime autoritário.

Com uma carreira marcada por enfrentamentos, prisões e perseguições, a opositora se tornou um ícone internacional da luta pela democracia. O prêmio, de cerca de US$ 1,2 milhão, será entregue na Noruega, no aniversário da morte de Alfred Nobel, criador da premiação.

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