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Flavio critica Moraes
Reprodução internet
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Política – Flávio critica Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que suspendeu por 90 dias suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o senador classificou a medida como desproporcional e afirmou que ela representa uma tentativa de interferir no processo eleitoral.

A decisão foi tomada após Flávio divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente manifesta apoio ao filho como pré-candidato à Presidência da República. Segundo Moraes, a divulgação pode configurar descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Flávio diz que decisão é injusta

Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro afirmou que a suspensão das visitas torna o pai “incomunicável” e reforça um sentimento de injustiça entre seus apoiadores.

O senador também questionou o critério adotado pelo ministro, alegando que outras cartas escritas por Jair Bolsonaro já haviam sido divulgadas anteriormente sem qualquer contestação judicial.

Segundo Flávio, o prazo de 90 dias impediria o contato com o pai até depois do primeiro turno das eleições, o que, na avaliação dele, evidencia uma tentativa de interferir no cenário político.

Defesa pretende recorrer

A equipe jurídica do senador informou que pretende recorrer da decisão do STF. Um dos principais argumentos será o fato de Flávio também atuar como advogado do ex-presidente.

Durante a transmissão, o parlamentar afirmou que já manteve contato com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir possíveis medidas em defesa das prerrogativas da advocacia.

Entenda a decisão de Moraes

Na decisão, Alexandre de Moraes determinou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por considerar que a divulgação da carta pode ter desvirtuado o direito de visita. Para o ministro, a publicação do documento pode representar novo descumprimento das restrições impostas a Jair Bolsonaro, que está proibido de utilizar redes sociais direta ou indiretamente.

Além da suspensão das visitas, Moraes também determinou o envio do caso para análise do Ministério Público Eleitoral, que irá avaliar eventual prática de propaganda eleitoral antecipada.

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