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Economia – A inflação oficial do Brasil perdeu força em junho, mas o resultado positivo ainda não é suficiente para indicar uma redução da taxa básica de juros nos próximos meses. A avaliação é do economista Luís Otávio Leal, da G5, que considera o alívio registrado pelo IPCA como temporário.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, abaixo dos 0,58% registrados em maio e também inferior às expectativas do mercado.

Queda da inflação surpreendeu analistas

Em entrevista à CNN Money, Luís Otávio Leal classificou o resultado como bastante positivo, destacando que a principal surpresa veio do grupo de alimentação, que apresentou deflação, enquanto a expectativa era de uma leve alta.

Além dos alimentos, seis dos nove grupos que compõem o IPCA registraram desaceleração em relação ao mês anterior, indicando uma melhora mais ampla no comportamento dos preços.

Segundo o economista, até mesmo o índice acumulado em 12 meses, que segue acima do teto da meta de inflação, apresentou desempenho melhor do que o esperado.

Economista prevê retomada da inflação

Apesar do cenário favorável em junho, Leal acredita que o alívio será passageiro.

Na avaliação dele, julho deve continuar sendo beneficiado pela queda dos preços dos alimentos e agosto poderá registrar inflação próxima de zero, impulsionada pelo chamado bônus de Itaipu.

A partir de setembro, porém, a expectativa é de uma nova aceleração dos preços, influenciada pelo fim desse efeito temporário e pelos impactos do fenômeno El Niño sobre a produção de alimentos.

Banco Central deve manter os juros

Mesmo com a desaceleração do IPCA, o economista avalia que ainda há pouco espaço para uma redução da taxa Selic.

Segundo Leal, fatores como a inflação de serviços, os efeitos climáticos e medidas de estímulo ao consumo continuam pressionando o cenário inflacionário.

A expectativa é de que o Banco Central mantenha os juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), adiando uma possível retomada dos cortes para o fim do ano, caso o cenário econômico permita.

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