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Brasil – Um homem morto durante uma ação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) nesta sexta-feira (10) é apontado pela Polícia Militar como um dos detentos que participaram da fuga em massa do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Osasco, na Grande São Paulo, em 2007.
Identificado como Márcio dos Santos Ferreira, conhecido pelo apelido de “Tetão”, ele também era investigado por suposta participação no atentado contra um tenente da Polícia Militar ocorrido recentemente na capital paulista.
Quem era o suspeito morto pela Rota
De acordo com a Polícia Militar, Márcio dos Santos Ferreira possuía uma extensa ficha criminal e era considerado um integrante antigo do Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações apontam que ele teria sido responsável por fornecer os veículos e as armas utilizados na tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, que permanece internado em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A morte do suspeito ocorreu durante uma operação da Rota e foi registrada como morte decorrente de intervenção policial.
Fuga do CDP II de Osasco ocorreu em 2007
Segundo informações da Polícia Militar, “Tetão” participou da fuga em massa registrada na madrugada de 11 de setembro de 2007, quando cerca de 30 detentos escaparam do CDP II de Osasco.
Na ocasião, os presos utilizaram um túnel que ligava o interior da unidade prisional ao trecho do Rodoanel, permitindo a fuga.
O Centro de Detenção Provisória Vanda Rita Brito do Rego, localizado na altura do km 20 da Rodovia Raposo Tavares, foi inaugurado em 2000 com capacidade para 833 presos.
Dados atuais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) apontam que a unidade abriga 1.093 detentos, número superior à capacidade prevista.
Caso será investigado pelo DHPP
A ocorrência foi registrada no 49º Distrito Policial (São Mateus) como morte decorrente de intervenção policial.
A investigação ficará sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deverá apurar as circunstâncias da ação policial.
Até o momento, as autoridades não divulgaram novos detalhes sobre a investigação relacionada ao atentado contra o tenente da Polícia Militar nem sobre eventuais outros envolvidos.

