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Mundo – O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (5) um pacote de aproximadamente US$ 70 bilhões voltado ao reforço da fiscalização migratória e ao financiamento das operações de segurança de fronteira. A medida representa uma vitória política para o presidente Donald Trump após semanas de impasse entre republicanos.
O projeto amplia recursos destinados às operações migratórias e ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes antes de seguir para implementação.
Pacote fortalece operações do ICE e segurança nas fronteiras
O projeto aprovado destina recursos para ampliar as atividades do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) e reforçar o patrulhamento de fronteiras durante o restante do mandato presidencial.
A proposta foi aprovada por 52 votos favoráveis e 47 contrários, após uma longa sessão que durou cerca de 18 horas. Entre os republicanos, apenas a senadora Lisa Murkowski, do Alasca, votou contra o texto.
O financiamento busca garantir continuidade operacional das agências responsáveis pela fiscalização migratória e evitar paralisações administrativas.
Fundo de indenização gera disputa entre republicanos e democratas
Um dos pontos mais controversos do debate envolveu um fundo de US$ 1,8 bilhão do Departamento de Justiça apoiado por Trump.
Democratas tentaram aprovar uma emenda para bloquear o mecanismo, argumentando que ele poderia beneficiar aliados políticos do presidente ou até ser usado para compensar participantes envolvidos nos atos de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio.
A proposta de barrar o fundo acabou derrotada.
O governo Trump sinalizou ao Congresso que não pretende avançar com o mecanismo neste momento, mas o presidente evitou descartar permanentemente a iniciativa.
“Eu teria que perguntar aos advogados, não sei”, afirmou Trump ao ser questionado sobre o futuro do fundo.
Republicanos enfrentaram divisões internas durante votação
Apesar da aprovação final, o projeto expôs divergências dentro do próprio Partido Republicano.
Senadores conservadores passaram horas negociando alterações, especialmente relacionadas ao fundo de indenização.
O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, havia condicionado apoio ao texto à exclusão do mecanismo, mas acabou votando favoravelmente ao pacote final.
Já o senador Bill Cassidy manifestou oposição pública ao fundo e chegou a apresentar documentos judiciais questionando a constitucionalidade da medida.
Outras pautas ligadas a Trump também entraram no debate
Durante a maratona legislativa, republicanos tentaram incluir temas adicionais ligados à agenda do presidente.
Uma das tentativas envolveu adicionar a chamada “Lei SAVE America”, proposta que exigiria documentação adicional e comprovação de cidadania americana para participação eleitoral.
A emenda precisava de 60 votos, mas fracassou após quatro republicanos votarem junto aos democratas.
Além disso, democratas apresentaram propostas para restringir gastos ligados a prioridades políticas de Trump, mas também não conseguiram apoio suficiente.
Projeto segue para Câmara dos Representantes
Com a aprovação no Senado, o pacote migratório avança agora para análise da Câmara.
O resultado é visto como uma demonstração da força política republicana no Congresso, mas também evidencia disputas internas sobre imigração, gastos federais e os limites da atuação presidencial.

