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Forte de Itapema será transformado em polo criativo no Guarujá
Foto reprodução
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Projeto articulado pelo Instituto KondZilla, Prefeitura do Guarujá, iCult, Autoridade Portuária de Santos e Governo de SP prevê restauro de patrimônio histórico e criação de espaços voltados às juventudes da Baixada Santista

O Forte da Vera Cruz de Itapema, no Guarujá, será restaurado e requalificado para se transformar em um centro de cultura, educação, turismo, meio ambiente e inovação social. A apresentação oficial do projeto arquitetônico do Polo Criativo Itapema acontece no dia 26 de maio, às 14h30, no próprio forte.

A iniciativa é articulada pelo Instituto KondZilla, Prefeitura do Guarujá, Instituto de Cultura e Cidadania, Autoridade Portuária de Santos e Governo do Estado de São Paulo. O objetivo é transformar um dos patrimônios históricos mais antigos do litoral paulista em um espaço de formação, produção cultural, inclusão produtiva e pertencimento social, especialmente voltado às juventudes da Baixada Santista.

O lançamento contará com representantes do setor produtivo, lideranças estratégicas, agentes culturais e autoridades públicas. Durante o encontro, será apresentada uma versão em 3D do projeto arquitetônico, permitindo que os convidados conheçam os detalhes da proposta de restauro e ocupação do espaço.

Entre as autoridades confirmadas estão Marília Marton, secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo; Farid Madi, prefeito do Guarujá; Marcelo Wallez, secretário de Cultura do município; Antônio Addis, secretário de Governo; e Haifa Madi, presidente do Fundo Social da cidade.

A construção do Polo Criativo Itapema vem sendo articulada nos últimos anos pelo Instituto KondZilla, que atua como um dos principais mobilizadores da iniciativa. A proposta busca conectar sociedade civil, poder público e parceiros institucionais em torno de uma nova ocupação para o Forte de Itapema.

Por meio do Termo de Cooperação nº 011/2024, firmado com a Prefeitura do Guarujá, o Instituto KondZilla defende a abertura do espaço para a população local. A ideia é transformar o patrimônio histórico em um ambiente vivo, com acesso à cultura, educação, inovação e geração de oportunidades.

“O Polo Criativo Itapema nasce do entendimento de que cultura, educação e memória podem ser ferramentas concretas de transformação social. Nosso papel é conectar oportunidades, fortalecer os territórios periféricos e garantir que as juventudes da Baixada tenham acesso à criação, à inovação e ao futuro”, destacou João Victor Caires, diretor executivo do Instituto KondZilla.

O projeto arquitetônico foi contemplado pelo Edital Fomento CultSP PROAC nº 13/2024, realizado pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O desenvolvimento está a cargo do escritório Hereñu + Ferroni Arquitetos, referência nacional em patrimônio histórico e responsável pela modernização e restauro do Museu do Ipiranga, na capital paulista.

Erguido entre os séculos XVI e XVII como parte do sistema de defesa colonial brasileiro, o Forte da Vera Cruz de Itapema ocupa uma área de 9.472 m² e preserva estruturas históricas ligadas à memória do litoral paulista. Após décadas sem acesso pleno da população, o espaço deve iniciar uma nova fase com foco em uso público, cultura e desenvolvimento territorial.

O projeto prevê o restauro completo do patrimônio histórico e a criação de novos espaços de formação e convivência. Entre as estruturas planejadas estão estúdios de produção audiovisual e musical, salas de capacitação, laboratórios criativos, áreas comunitárias e ambientes voltados à inovação social e à economia criativa.

A proposta também incorpora práticas sustentáveis e modelos colaborativos de gestão. A iniciativa parte do reconhecimento da potência cultural da Baixada Santista, região marcada por desafios sociais, mas também pela força de suas expressões periféricas e juventudes criativas.

Mais do que revitalizar um patrimônio histórico, o Polo Criativo Itapema busca ressignificar um espaço construído originalmente para defesa militar. A proposta é transformar o forte em um território de acesso, pertencimento e futuro, com potencial para se consolidar como referência nacional em inovação social e desenvolvimento territorial.

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