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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro investigam denúncias de maus-tratos contra crianças dentro de...
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro investigam denúncias de maus-tratos contra crianças dentro de uma creche em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O caso veio à tona após mães obterem imagens que mostram agressões atribuídas a pelo menos duas professoras. Segundo a prefeitura, o estabelecimento, localizado no bairro Pacheco, funcionava de forma clandestina.

A ocorrência foi registrada na 75ª DP, em Rio do Ouro. O MPRJ também abriu uma investigação para apurar o caso. A diretora da creche, Gisele Santos, afirmou que as funcionárias envolvidas foram afastadas. O espaço não abriu nesta segunda-feira (18).

As imagens divulgadas pelas mães mostram situações de violência contra alunos. Em um dos registros, uma mulher pressiona um travesseiro contra o rosto de uma criança deitada no chão, enquanto tenta forçá-la a dormir. A criança chora, e a funcionária profere ofensas.

Em outro vídeo, uma funcionária levanta um aluno pelos ombros e o coloca à força em uma cadeira, gritando para que ele se sente e abaixe a cabeça. A criança aparece chorando de dor.

Uma das mães relatou que começou a desconfiar após perceber mudanças no comportamento do filho. Segundo ela, a criança chorava muito, agarrava-se a ela e dizia que não queria ficar na creche. A mulher também afirmou que o menino estava emagrecendo e chegou em casa com marcas roxas.

De acordo com o relato, ao questionar a responsável pelo espaço, a explicação dada era de que a criança teria se machucado em um pula-pula. A mãe afirmou ainda que a mesma justificativa era repetida para outras famílias. Segundo ela, vizinhos ouviam com frequência o choro dos alunos.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que o local não possui alvará de funcionamento para atividade de creche ou ensino infantil. Em nota, o município afirmou que se trata de um estabelecimento clandestino, sem licenciamento sanitário, educacional e de posturas, em desacordo com a legislação municipal.

A administração municipal também informou que a creche não tem autorização do Conselho Municipal de Educação para funcionar. Nesta segunda-feira, agentes da Subsecretaria de Fiscalização de Posturas e fiscais da Vigilância Sanitária estiveram no local em apoio a policiais civis, mas encontraram o imóvel fechado. Membros do Conselho Municipal de Educação deixaram uma notificação.

Segundo o MPRJ, a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação do Núcleo São Gonçalo registrou, de ofício, uma notícia de fato no sábado para colher informações. O órgão também acionou o Conselho Tutelar, a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil.

As investigações seguem em andamento para apurar as responsabilidades pelas agressões denunciadas e pela atuação irregular do estabelecimento.

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