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Representantes afirmam que homem prestava orientações jurídicas e era tratado como advogado sem possuir registro na OAB
O representante de um condomínio residencial em Uberaba registrou ocorrência policial após suspeita de exercício ilegal da advocacia envolvendo um homem ligado a um escritório jurídico da cidade.
Segundo o relato, o condomínio mantinha contrato de assessoria com um escritório responsável pelo acompanhamento de processos judiciais, cobranças condominiais e tratativas relacionadas à construtora MRV. Durante a atual gestão, o síndico e membros do conselho passaram a ser atendidos diretamente por um homem identificado como Guilherme, que era apresentado no ambiente profissional como “doutor”.
De acordo com a denúncia, ele participava de reuniões, recebia documentos, discutia estratégias jurídicas e prestava orientações sobre processos e medidas administrativas, muitas vezes sem a presença da advogada responsável pelo escritório.
O condomínio informou que acreditava estar tratando com um profissional habilitado ou autorizado formalmente a atuar em nome da advogada. No entanto, após o recebimento de uma contranotificação e apuração interna, surgiu a informação de que o homem não possuiria inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ainda conforme o registro, a atuação teria influenciado decisões administrativas do condomínio, incluindo tratativas sobre mudança de assessoria jurídica e continuidade de processos envolvendo a construtora.
Mensagens, áudios, documentos e outros materiais relacionados aos atendimentos deverão ser apresentados às autoridades para auxiliar na investigação.
O caso foi registrado para apuração das circunstâncias e eventual confirmação de exercício ilegal da profissão.
