Quem é Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro alvo de operação da PF
Reprodução Lula Marques/Agência Brasil
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Política – O senador Ciro Nogueira voltou ao centro do noticiário político após ser alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7).

A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, o parlamentar teria recebido vantagens indevidas relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e cumpre mandados em diferentes estados do país.

Trajetória política de Ciro Nogueira

Natural do Piauí, Ciro Nogueira é empresário e formado em Direito pela PUC-RJ. Antes de chegar ao Senado, atuou como deputado federal por quatro mandatos consecutivos.

Ele assumiu uma vaga no Senado em 2011 e foi reeleito em 2018. Desde 2013, também ocupa a presidência nacional do Progressistas (PP), um dos principais partidos do Centrão no Congresso Nacional.

Ao longo da carreira política, Nogueira construiu influência em articulações entre governo federal, Congresso e partidos aliados.

Ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro

Durante o governo Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira assumiu o comando da Casa Civil entre agosto de 2021 e dezembro de 2022.

Na época, Bolsonaro definiu a pasta como o “ministério mais importante” do governo, devido ao papel estratégico de articulação política e coordenação administrativa.

A chegada de Nogueira ao Planalto foi vista como uma aproximação mais forte do governo com partidos do Centrão, grupo político conhecido pela influência nas negociações do Congresso.

Mudança de posição no impeachment de Dilma

Antes de se aproximar de Bolsonaro, Ciro Nogueira manteve relação política com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Apesar disso, o senador votou favoravelmente ao processo de impeachment de Dilma em 2016. Na ocasião, afirmou que tentou buscar alternativas para manter a estabilidade política, mas considerou inevitável o avanço do processo após a votação na Câmara.

O que a PF aponta contra o senador

Segundo relatório da Polícia Federal, Ciro Nogueira teria apresentado uma proposta para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Investigadores suspeitam que integrantes do antigo Banco Master participaram da elaboração da medida.

A PF também cita pagamentos mensais, vantagens patrimoniais, custeio de despesas pessoais e possível recebimento de dinheiro em espécie.

Ao todo, a operação determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores ligados aos investigados.

As investigações continuam em andamento, e as defesas dos envolvidos ainda devem se manifestar oficialmente sobre as acusações.

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