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Olá queridos leitores,
Quem de nós nunca falou: “nossa o dia passou voando” ou “já são dez da noite, eu nem vi a hora passando” ou ainda, “ainda tenho um monte de coisa pra fazer, mas só quero deitar e dormir”.
Nós fomos ensinados que uma vida de sucesso é uma vida cheia. Agenda lotada, casa impecável, carreira em ascensão e a presença garantida em todos os eventos sociais. Mas a conta dessa hiperatividade chegou, e ela está sendo cobrada na nossa intimidade.
É isso mesmo, a escassez do tempo, ou a má gestão das tarefas do dia pode estar acabando com o momento de intimidade entre o casal, isso porque, estamos muito ocupados fazendo tantas coisas, e muitas vezes não temos energia para o que é essencial.
O dia começa antes do sol, e antes mesmo do primeiro café, a mente já está computando a lista de pendências. O trânsito, o prazo no trabalho, o grupo da escola, o mercado. O tempo não corre, ele voa, e no meio desse furacão, as pessoas que mais amamos vão ficando para… “depois”.
Dizemos que falta tempo para visitar os pais. Adiamos o café com aquele amigo de infância por meses. E, quando finalmente cruzamos a porta de casa, a jornada não acaba: tem o jantar para fazer, a louça para lavar, o e-mail que “precisa” ser respondido antes de dormir.
Quando o corpo finalmente encosta no lençol, o desejo não é de pele com pele. É de apagão. O sono virou o maior concorrente do sexo.
Para muitos casais, a intimidade virou uma vítima da logística, ressaltando que agendar a noite romântica não é errado, ok? Porém, estamos tão ocupados sendo produtivos, cuidando da casa e dos outros, que esquecemos de cuidar do nós. A falta de tempo não é apenas um relógio correndo; é uma carga mental que não deixa espaço para o tesão. Afinal, como sentir desejo se a cabeça ainda está presa na planilha ou na lista de compras?
O essencialista não tenta encaixar tudo no dia; ele escolhe o que é vital. Quando chegamos em casa e priorizamos responder e-mails ou lavar aquela louça que “não pode esperar”, estamos fazendo uma escolha deliberada (mesmo que inconsciente) de colocar a conexão com o outro em segundo plano.
O resultado? Uma vida sexual que sobrevive de migalhas. O sexo vira “o que sobrou do dia”, e como raramente sobra algo além de exaustão, a intimidade entra em jejum.
A máxima do essencialismo é “Menos, porém melhor”. No relacionamento, isso significa que talvez você precise abrir mão de ser o “super-homem” ou a “supermulher” das tarefas domésticas para ser um parceiro presente.
E como resgatar o que restou do casal?
Não existem fórmulas mágicas para brotar tempo no relógio, todos tem as exatas 24 horas no dia, mas existem escolhas:
O Não” Libertador: Às vezes, para dizer “sim” à intimidade, você precisa dizer “não” para aquela tarefa doméstica que pode esperar até amanhã. A louça não sente sua falta; o seu parceiro(a), sim.
Valorize O Micro-momento: Se não há tempo para o jantar romântico de três horas, que haja tempo para o abraço de 30 segundos. A intimidade começa no afeto cotidiano, não só no quarto, e isso é importantíssimo. O casal precisa de um tempo de transição entre trabalho x casa… um café sem pressa, um banho juntos, onde falar de problemas é proibido.
Reconhecer a Exaustão: Falar abertamente sobre o cansaço tira o peso da culpa. Quando os dois entendem que o problema é o sistema, e não o desinteresse, fica mais fácil lutar juntos para achar brechas de prazer.
Escolha a Conexão sobre a Perfeição: Um encontro imperfeito no sofá vale mais do que uma vida inteira de tarefas concluídas, mas corações distantes.
Façam juntos: Além disso, resolver as tarefas juntos, acaba sendo uma boa saída para não sobrecarregar uma das partes e ainda cria conexão e tempo juntos, aproveitem cada momento desse.
A vida tem sido cada vez mais rápida, mas o amor e o desejo precisam de um tempo que não se mede em minutos, mas principalmente em entrega.
O segredo é gerir melhor o tempo de acordo com as prioridades, mas também proteger melhor o afeto.
