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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado conversas para montar um palanque competitivo em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país para as eleições de 2026. Com a resistência de aliados como o ministro da Fazenda Fernando Haddad em disputar o governo paulista e a indefinição dentro do MDB, o nome da ministra do Planejamento, Simone Tebet, ganhou força como possível candidata à chefia do Executivo estadual com apoio do campo governista no estado.

Fontes próximas à ministra dizem que Tebet já recebeu sondagens do PSB para se filiar e disputar o cargo, incluindo a possibilidade de mudança de domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo, algo exigido pela legislação para concorrer ao governo estadual.

Palanque sólido

Segundo apuração de veículos políticos, Lula pretende conversar diretamente com Tebet sobre o tema, em meio às dificuldades de consolidar um palanque sólido no estado. A ministra deve integrar a comitiva presidencial durante agenda no exterior, o que reforça o peso da discussão entre aliados.

Apesar da movimentação, Tebet negou ter tratado diretamente da candidatura ao governo paulista com o presidente e afirmou que, até o momento, o foco de conversas com Lula tem sido sobre o Senado.

Visibilidade

Tebet conquistou visibilidade nacional ao disputar a Presidência em 2022, ficando em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos, desempenho que a colocou como um nome de centro reconhecido e com capacidade de dialogar com diferentes setores políticos e econômicos. Após o eleitorado de 2022, ela foi convidada por Lula para assumir o Ministério do Planejamento, posição que exerce com prestígio e protagonismo, o que amplia sua visibilidade em um cenário político de alianças.

Sua trajetória inclui mandatos como deputada estadual, prefeita de Três Lagoas e senadora da República, o que reforça seu histórico na gestão pública e no contato político com diferentes segmentos — inclusive setores produtivos.

Desafios

A possível candidatura de Tebet ao governo paulista enfrenta desafios importantes:

  • o MDB em São Paulo já sinalizou apoio à reeleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos);

  • a troca de domicílio eleitoral representa uma mudança significativa para a ministra;

  • e para se viabilizar, a estrela de Tebet depende de conversas decisivas com Lula e do apoio partidário para montar uma campanha competitiva.

Além disso, pesquisas internas indicam que, em cenários simulados, Tebet aparece com desempenho abaixo de Tarcísio de Freitas, embora em certos contextos represente uma alternativa considerada competitiva por interlocutores aliados.

Tratativas

Com Fernando Haddad demonstrando resistência em se candidatar ao governo paulista e o vice-presidente Geraldo Alckmin sendo mantido na chapa presidencial, o nome de Tebet representa, para lulistas e aliados, uma alternativa que pode ampliar o espectro político da base governista no estado.

O presidente João Campos, do PSB — partido apontado como possível destino de Tebet — também reforçou a interlocução com a ministra e a condução das tratativas em São Paulo, o que coloca o cenário em aceleração nos próximos meses.

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