|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretendem recorrer à chamada “estratégia Google” durante o último debate do segundo turno, promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23). A tática consiste em estimular os eleitores a pesquisar na internet episódios controversos relacionados ao adversário.
A estratégia busca associar críticas políticas a temas que possam ser aprofundados pelo próprio público, sem que os candidatos precisem concentrar seus discursos em ataques diretos. Ao mesmo tempo, os dois pretendem manter espaço para propostas e temas considerados favoráveis às respectivas campanhas.
Quais temas Flávio Bolsonaro deve abordar?
Flávio Bolsonaro deve incentivar pesquisas sobre o escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), declarações da lobista Roberta Luchsinger e posicionamentos de Lula sobre segurança pública.
Entre os assuntos previstos estão as chamadas “saidinhas”, que permitem a saída temporária de determinados presos, e questões relacionadas a furtos. A expectativa é que o senador concentre parte de seu discurso em segurança pública e inflação, temas apontados como pontos fortes de sua campanha.
Lula deve explorar relações e posições de Flávio
O presidente Lula, por sua vez, deve direcionar os pedidos de pesquisa a assuntos relacionados às relações de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Willer Tomaz.
O petista também pretende destacar posições atribuídas ao senador sobre o Bolsa Família e a licença-maternidade, além de episódios em que Flávio atuou como advogado em casos de assassinato.
Na estratégia de Lula, os temas devem servir para questionar o adversário e estimular o eleitorado a buscar mais informações sobre sua trajetória e suas posições políticas. Saúde e negócios também estão entre os assuntos que o presidente pretende priorizar no debate.
Regras devem limitar confrontos diretos
As novas restrições estabelecidas pela TV Globo devem tornar o debate menos agressivo, com menos oportunidades para confrontos diretos. Os candidatos também não poderão provocar um ao outro por meio de gestos ou mímicas.
A expectativa é que os dois adaptem a forma de apresentar suas críticas, equilibrando questionamentos ao adversário com propostas para o país.
Os temas considerados prioritários pelas campanhas foram identificados em pesquisas qualitativas realizadas após o debate da TV Bandeirantes, no domingo (18). A avaliação orientou a preparação dos candidatos para o último confronto televisivo do segundo turno.

