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Mundo – A Austrália confirmou nesta sexta-feira (10) o primeiro caso de gripe aviária H5N1 em uma ave marinha nativa. A infecção foi identificada em uma andorinha-do-mar-de-crista encontrada na cidade costeira de Robe, no estado da Austrália do Sul, marcando uma nova etapa na presença do vírus no território continental do país.
Apesar da confirmação, as autoridades afirmam que não há indícios de disseminação da doença para aves de criação nem sinais de mortalidade em massa entre espécies silvestres.
Primeiro registro em espécie nativa preocupa autoridades
A confirmação foi feita após exames laboratoriais realizados pela agência nacional de ciência da Austrália, segundo informou a ministra da Agricultura, Julie Collins.
Até então, todos os casos registrados no país envolviam aves marinhas migratórias. Este é o primeiro diagnóstico confirmado em uma espécie nativa da fauna australiana.
Com as novas confirmações divulgadas nesta sexta-feira, o número de casos de H5N1 no país chegou a 12, incluindo duas infecções adicionais na Austrália do Sul e uma na Austrália Ocidental.
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Governo afirma que não há sinais de disseminação
Julie Collins classificou o novo registro como “preocupante”, mas ressaltou que o resultado não foi considerado inesperado pelas autoridades sanitárias.
Segundo a ministra, até o momento não existem evidências de que o vírus tenha alcançado granjas comerciais ou provocado impactos mais amplos no setor agropecuário australiano.
Ela informou ainda que pesquisadores continuam investigando como ocorreu a transmissão para a ave nativa.
Cientistas investigam possível rota de transmissão
De acordo com a ministra, a andorinha-do-mar-de-crista vive em áreas costeiras que coincidem com a rota de aves marinhas migratórias nas quais o vírus H5N1 já havia sido detectado.
Os estudos agora buscam confirmar se o contato entre essas espécies pode ter sido a origem da infecção.
As investigações seguem em andamento para avaliar o comportamento do vírus e monitorar possíveis novos casos na fauna silvestre.
Vírus chegou recentemente ao território continental
A Austrália confirmou seu primeiro caso de H5N1 no território continental em junho de 2026, tornando-se o último continente a registrar oficialmente a presença do vírus nessa região.
Antes disso, o H5N1 havia sido identificado, no fim de 2025, na Ilha Heard, território subantártico australiano localizado a cerca de 4.100 quilômetros da Austrália continental.
As autoridades mantêm ações de vigilância para acompanhar a evolução da doença e proteger tanto a fauna silvestre quanto a produção avícola do país.

