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recomeço da guerra
Reprodução internet
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Mundo – O conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a ganhar força após uma nova troca de ataques militares e declarações que colocam em dúvida o futuro do acordo de cessar-fogo firmado há três semanas. Nesta quarta-feira (8), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o entendimento entre os dois países “acabou”, mas o cenário ainda é cercado de incertezas. Será esse o recomeço da guerra?

Apesar da declaração, analistas avaliam que ainda não está claro quais serão as consequências práticas da decisão e se as negociações diplomáticas poderão ser retomadas.

O que provocou a nova escalada?

Nos últimos dias, Irã e Estados Unidos intensificaram ações militares na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta.

Segundo Washington, o Irã promoveu ataques contra embarcações comerciais que navegavam pela região. Em resposta, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra instalações militares iranianas.

Na sequência, Teerã anunciou ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait, aprofundando a crise entre os dois países.

Trump diz que acordo chegou ao fim

Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, Trump declarou que considera encerrado o acordo de cessar-fogo firmado em junho.

Mesmo assim, o presidente afirmou que permitirá que negociadores americanos continuem tentando alcançar um acordo nuclear mais amplo com o Irã, embora tenha demonstrado ceticismo quanto à eficácia das negociações.

Ao comentar o processo diplomático, Trump afirmou que continuar dialogando com o governo iraniano representa uma “perda de tempo”.

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Negociações seguem sem avanços

As conversas entre Washington e Teerã eram conduzidas por uma equipe liderada pelo vice-presidente americano JD Vance, que tinha um prazo de 60 dias para buscar compromissos técnicos relacionados ao programa nuclear iraniano.

Segundo informações divulgadas até o momento, as negociações avançaram lentamente e ficaram concentradas na implementação do memorando de entendimento assinado em 17 de junho.

Agora, os países mediadores, entre eles Catar e Paquistão, devem intensificar os esforços para evitar o colapso definitivo do acordo.

Israel acompanha desdobramentos

A declaração de Trump também pode influenciar a estratégia de Israel no conflito.

De acordo com a análise da CNN, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que sempre demonstrou desconfiança em relação às negociações com o Irã, pode interpretar o endurecimento do discurso americano como um sinal verde para ampliar operações militares contra alvos ligados ao Hezbollah, no Líbano, e contra o próprio território iraniano.

Mercado acompanha efeitos da crise

Além do impacto militar e diplomático, a nova escalada da tensão já provoca reflexos na economia internacional.

Os ataques registrados nos últimos dias contribuíram para a alta dos preços do petróleo, enquanto os mercados acompanham a possibilidade de novas restrições ao comércio na região do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma parcela significativa da produção mundial de petróleo.

Embora Trump tenha declarado o fim do acordo de cessar-fogo, especialistas avaliam que ainda é cedo para afirmar que uma guerra em larga escala foi oficialmente retomada. O cenário permanece em rápida evolução, enquanto os esforços diplomáticos tentam impedir um agravamento ainda maior do conflito.

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