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Política – O governo Lula alcançou um novo recorde no pagamento de emendas parlamentares em ano de eleições federais. Entre janeiro e o início de julho de 2026, o Executivo desembolsou R$ 33,89 bilhões, montante que já supera todo o valor pago ao longo de 2022, quando foram liberados R$ 28,04 bilhões.
Os dados constam no painel Siga Brasil, do Senado Federal, que reúne informações sobre a autorização e a execução de emendas parlamentares desde 2015. O levantamento considera tanto as emendas do orçamento de 2026 quanto os chamados restos a pagar, referentes a exercícios anteriores.
Pagamento de emendas supera anos eleitorais anteriores
O volume de recursos liberado pelo governo federal até o início de julho representa o maior já registrado para o período em anos de eleições nacionais.
Considerando apenas os primeiros meses dos anos eleitorais, os números mostram um crescimento expressivo:
- 2026 (até julho): R$ 33,89 bilhões;
- 2022 (até junho): R$ 20,43 bilhões;
- 2018 (até junho): R$ 6,41 bilhões.
Segundo os dados do Siga Brasil, o pagamento realizado em 2026 é 65% superior ao registrado no mesmo período de 2022 e 428% maior do que o observado em 2018.
Mesmo com a correção dos valores pela inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), 2026 continua apresentando o maior volume de pagamentos para um ano de eleições federais.
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Série histórica mostra crescimento dos repasses
O histórico do Siga Brasil aponta a evolução dos pagamentos de emendas parlamentares nos últimos anos:
- 2026 (até julho): R$ 33,89 bilhões;
- 2025: R$ 44,97 bilhões;
- 2024: R$ 40,02 bilhões;
- 2023: R$ 34,42 bilhões;
- 2022: R$ 28,04 bilhões;
- 2021: R$ 25,10 bilhões;
- 2020: R$ 21,54 bilhões;
- 2019: R$ 9,98 bilhões;
- 2018: R$ 9,84 bilhões;
- 2017: R$ 4,96 bilhões;
- 2016: R$ 3,65 bilhões;
- 2015: R$ 44,9 milhões.
Embora 2025 tenha encerrado o ano com um volume maior de recursos pagos, o total de 2026 considera apenas os desembolsos realizados até o início de julho.
Saúde concentra a maior parte das emendas pagas
Dos R$ 33,89 bilhões desembolsados neste ano, R$ 25,31 bilhões correspondem a emendas do orçamento de 2026. Outros R$ 8,58 bilhões referem-se ao pagamento de emendas de exercícios anteriores.
No primeiro semestre, o governo executou despesas relacionadas a 23.752 emendas parlamentares.
A área da saúde concentrou a maior parcela dos recursos. As principais subfunções contempladas foram:
- Atenção Básica: R$ 10,93 bilhões;
- Assistência Hospitalar e Ambulatorial: R$ 10,73 bilhões;
- Outras Transferências: R$ 4,55 bilhões;
- Assistência Comunitária: R$ 1,29 bilhão;
- Promoção da Produção Agropecuária: R$ 1,21 bilhão;
- Serviços Socioassistenciais: R$ 965,23 milhões;
- Desporto Comunitário: R$ 752,5 milhões;
- Infraestrutura Urbana: R$ 720,84 milhões.
Ministério da Saúde lidera os repasses
Entre os órgãos federais, o Ministério da Saúde foi o principal destinatário das emendas parlamentares, recebendo R$ 21,79 bilhões.
Na sequência aparecem:
- Transferências para estados, Distrito Federal e municípios: R$ 4,54 bilhões;
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 1,71 bilhão;
- Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social: R$ 1,08 bilhão;
- Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 821,2 milhões;
- Ministério do Esporte: R$ 757,13 milhões;
- Ministério da Educação: R$ 706,97 milhões.
Os dados reforçam a concentração dos recursos em áreas consideradas prioritárias, especialmente a saúde, e mostram o maior volume de pagamentos de emendas parlamentares já registrado para este momento de um ano eleitoral.

