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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou a atenção durante um evento no Palácio do Planalto ao fazer um gesto com o dedo do meio enquanto defendia que pessoas de baixa renda também têm direito a bens e serviços de qualidade.
A cena ocorreu na última cerimônia de anúncios e entregas do governo federal antes do início das restrições previstas pela legislação eleitoral, que passaram a valer neste sábado (4).
O que motivou o gesto?
Durante o discurso, Lula criticava a ideia de que pessoas pobres não valorizam produtos ou serviços de qualidade. Ao rebater esse pensamento, fez o gesto com o dedo do meio e declarou:
“Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles.”
Na sequência, o presidente afirmou que a população quer acesso às melhores condições de vida, independentemente da renda.
“Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem”, disse.
Críticas ao sistema de saúde
Ainda durante o pronunciamento, Lula criticou o argumento de que apenas quem paga pode ter acesso a atendimento médico de qualidade.
Segundo o presidente, parte dos gastos com planos de saúde privados é abatida no Imposto de Renda, o que, na avaliação dele, representa um benefício financiado pela sociedade.
“O rico fala: ‘eu tenho um bom plano de saúde, eu tenho bons médicos, porque eu pago’. Aqui, ele não paga porra nenhuma. Ele desconta do Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta do Imposto de Renda, quem paga somos nós”, afirmou.
Evento marcou último dia antes das restrições eleitorais
A cerimônia reuniu anúncios e entregas do governo federal nas áreas de moradia, educação e saúde.
O evento também marcou o encerramento do período em que o governo pode realizar determinadas ações de divulgação institucional sem as limitações impostas pela legislação eleitoral.
A partir deste sábado (4), entram em vigor restrições destinadas a impedir o uso da máquina pública em benefício de candidaturas, incluindo limitações à publicidade institucional e à participação de agentes públicos em inaugurações de obras.
O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende oficializar a candidatura de Lula à reeleição em 2 de agosto, em São Paulo.

