Publicidade
Cela ocupada por Jair Bolsonaro na Papudinha
Reprodução internet
Getting your Trinity Audio player ready...

Política – A cela ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, permanece preservada para um eventual retorno. A definição depende da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar temporária humanitária concedida ao ex-presidente.

O prazo inicial de 90 dias do benefício se encerra na quarta-feira (24), tornando esta uma semana decisiva para a situação jurídica de Bolsonaro.

Espaço reservado foi mantido pela Polícia Militar

Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, a unidade onde Bolsonaro ficou custodiado no complexo da Papuda foi mantida em condições de uso por determinação da Polícia Militar do Distrito Federal.

O espaço conta com área reservada, quarto, banheiro e cozinha separados, sendo destinado a militares, ex-militares e presos considerados vulneráveis.

De acordo com militares ouvidos pela reportagem, a cela é higienizada regularmente e as roupas de cama são lavadas em dias específicos. A manutenção do local teria sido feita “por precaução”, diante da possibilidade de revogação da prisão domiciliar.

Decisão de Moraes pode definir retorno à Papudinha

A prisão domiciliar humanitária foi concedida após a alta hospitalar de Bolsonaro, que havia sido internado para tratamento de broncopneumonia. O benefício começou a valer após a saída do hospital e completa 90 dias nesta quarta-feira.

O ministro Alexandre de Moraes deve analisar nesta semana se o ex-presidente continuará em prisão domiciliar ou se voltará ao sistema prisional.

Recentemente, novos elementos passaram a ser avaliados pelo STF, incluindo a apreensão de uma pistola Glock registrada em nome de Bolsonaro e encontrada com um integrante de sua equipe de segurança.

Outros condenados da trama golpista também estão no local

A Papudinha abriga outros condenados no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Entre eles estão o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que cumprem pena em unidades separadas.

A reportagem também informa que, em determinado momento, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, utilizou a mesma cela anteriormente ocupada por Bolsonaro devido à necessidade de um espaço isolado para reuniões com advogados durante negociações relacionadas a uma proposta de delação premiada.

Com o prazo da prisão domiciliar próximo do fim, a expectativa se concentra na decisão do STF, que poderá definir se Bolsonaro permanecerá em casa ou retornará à unidade prisional da Papudinha.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu