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arma apreendida de Bolsonaro
Reprodução internet
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Política – A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal. O depoimento, caso autorizado, deverá ocorrer por videoconferência no próximo dia 24 de junho.

Segundo informações enviadas ao STF, a corporação solicitou a intimação de Bolsonaro após uma tentativa de notificação presencial não ser concluída. De acordo com a polícia, a equipe de escolta do ex-presidente teria impedido o cumprimento da diligência.

Arma foi encontrada com ex-integrante do GSI

A investigação teve início depois que uma pistola Glock calibre 9 milímetros, registrada em nome de Bolsonaro, foi encontrada com um ex-agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial. O homem informou aos agentes que o armamento seria levado para manutenção.

Em manifestação encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa do ex-presidente confirmou que a arma pertence a Bolsonaro. Os advogados afirmaram que integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor da pistola, peça responsável pelo disparo, sem conhecimento prévio do ex-presidente.

Segundo a defesa, a medida foi adotada por precaução, em razão do uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro, que poderiam afetar sua cognição e aumentar o risco de acidentes.

Aliados demonstram preocupação com prisão domiciliar

O episódio aumentou a preocupação entre aliados do ex-presidente, que temem uma eventual revogação da prisão domiciliar humanitária concedida em março deste ano. A medida foi autorizada em razão de problemas de saúde e deverá ser reavaliada pelo Supremo no próximo dia 25 de junho, quando se encerram os 90 dias previstos para revisão.

Nos bastidores, integrantes próximos a Bolsonaro avaliam que recentes decisões do STF têm sido desfavoráveis ao ex-presidente e demonstram apreensão diante dos desdobramentos do caso.

Defesa sustenta que não houve irregularidade

Aliados do ex-presidente afirmam que a apreensão da arma não justificaria mudanças na decisão que concedeu a prisão domiciliar. Já a defesa sustenta que o armamento estava impossibilitado de disparar devido à retirada do percussor e que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre o transporte da pistola.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal e depende de autorização do Supremo para o depoimento do ex-presidente.

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