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Política – Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram preocupação com a possibilidade de revogação da prisão domiciliar humanitária concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome do ex-mandatário durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.
Nos bastidores, parlamentares da oposição avaliam que decisões recentes do STF têm sido desfavoráveis ao ex-presidente, aumentando a apreensão entre apoiadores e integrantes de seu grupo político.
Apreensão ocorreu durante blitz no Distrito Federal
A arma foi localizada durante uma abordagem policial realizada no Distrito Federal. Após o episódio, a defesa de Bolsonaro encaminhou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo o ex-presidente na Suprema Corte.
Segundo os advogados, o armamento realmente pertence a Bolsonaro, mas estava sendo transportado por um integrante de sua equipe de segurança para manutenção após a identificação de uma suposta falha mecânica.
A defesa também afirmou que o ex-presidente não tinha conhecimento prévio da retirada do percussor da arma, peça essencial para o disparo.
Grupo político teme revisão da medida
O receio dos aliados ocorre porque o prazo para reavaliação da prisão domiciliar humanitária se aproxima. A medida foi concedida em março por razões médicas e deverá ser analisada novamente pelo STF nos próximos dias.
Reservadamente, integrantes próximos ao ex-presidente afirmam que existe preocupação com possíveis desdobramentos do caso, embora sustentem que a apreensão da arma não configuraria motivo suficiente para alteração das condições impostas pela Justiça.
Oposição critica atuação do STF
Parlamentares ligados à oposição voltaram a criticar decisões recentes da Corte. Em declarações públicas, integrantes do grupo alegaram que Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política e questionaram a condução de processos relacionados ao ex-presidente e a seus familiares.
As manifestações ocorreram também em meio à repercussão da recente condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado investigada pela Justiça.
Defesa cita questões de saúde
No documento enviado ao STF, os advogados afirmaram que Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos que podem afetar sua cognição, motivo pelo qual integrantes de sua equipe teriam adotado medidas preventivas relacionadas ao armamento.
A defesa reforçou que o ex-presidente não transportava a arma nem participou diretamente da decisão de encaminhá-la para manutenção.
STF deve reavaliar situação nos próximos dias
A expectativa agora gira em torno da análise que será feita pelo Supremo sobre o cumprimento das condições da prisão domiciliar humanitária.
Até o momento, não há decisão anunciada sobre eventual revogação da medida. O caso segue sob acompanhamento do STF, que deverá avaliar as informações apresentadas pela defesa e os detalhes da ocorrência registrada pela Polícia Militar.

