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Baixada Santista – Um professor da Escola Técnica Estadual (Etec) de Cubatão, no litoral de São Paulo, foi afastado cautelarmente das atividades após ser acusado de perseguir um ex-aluno por meio de mensagens com teor sexual. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, enquanto o Centro Paula Souza (CPS), responsável pela administração das Etecs no estado, instaurou apuração preliminar sobre a denúncia.
A situação veio à tona depois que o jovem, ex-estudante da instituição, identificou o suposto autor das mensagens ao realizar uma simulação de transferência via Pix para um número desconhecido que mantinha contato com ele.
Ex-aluno recebeu mensagens de teor sexual
Segundo relato da vítima, as primeiras mensagens chegaram em maio de 2024, quando ele ainda estudava na unidade. O conteúdo incluía elogios e comentários considerados inadequados, como expressões de cunho sexual.
Inicialmente, o estudante ignorou as mensagens enviadas por um número desconhecido. No entanto, após novas tentativas de contato, decidiu investigar quem estava por trás das abordagens.
Ao pesquisar formas de identificar um número de telefone, encontrou a possibilidade de simular uma transferência via Pix. Como o telefone estava cadastrado como chave Pix, a ferramenta exibiu o nome do titular da conta antes da confirmação da operação.
De acordo com o jovem, o nome apresentado correspondia ao de um professor da instituição. Após a descoberta, ele bloqueou imediatamente o contato.
Novos contatos reforçaram suspeitas
Meses depois, em outubro de 2025, outro número desconhecido voltou a enviar mensagens semelhantes. O ex-aluno repetiu o procedimento de verificação pelo Pix e afirma que novamente identificou o nome do mesmo docente.
Diante da situação, ele procurou a direção da Etec de Cubatão e relatou o ocorrido. Segundo o jovem, a escola verificou que os dados exibidos na consulta coincidiam com parte do CPF cadastrado pelo professor na instituição.
Na ocasião, a vítima recebeu orientação para registrar um boletim de ocorrência e formalizar a denúncia nos canais do governo estadual.
Caso foi denunciado à polícia
O ex-aluno informou que não recebeu novos retornos sobre a denúncia feita à escola em 2025. Porém, no último domingo (7), voltou a ser contatado, desta vez por meio do aplicativo Telegram.
Segundo o relato, o perfil que enviou a mensagem utilizava o nome do professor e continha conteúdo de natureza sexual. A insistência nos contatos, mesmo após bloqueios anteriores, levou o jovem a registrar oficialmente um boletim de ocorrência.
No documento, ele afirmou que as mensagens provocaram constrangimento, desconforto e sensação de insegurança. Também destacou o caráter íntimo e inadequado do conteúdo recebido.
Polícia Civil investiga denúncia
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso está sob investigação do 3º Distrito Policial de Cubatão. Segundo a pasta, diligências estão sendo realizadas para esclarecer os fatos.
A SSP ressaltou que outros detalhes da apuração serão preservados para não comprometer o trabalho policial.
Até o momento, a identidade do professor não foi divulgada oficialmente pelas autoridades, e não foi possível localizar sua defesa para comentar as acusações.
Centro Paula Souza afasta professor e acompanha apuração
Em nota, o Centro Paula Souza informou que o professor foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão da investigação preliminar.
A instituição afirmou que, ao tomar conhecimento da denúncia, a direção da Etec prestou acolhimento ao ex-aluno e orientou o registro do boletim de ocorrência. O caso também foi encaminhado à Controladoria Geral do Estado.
O CPS destacou ainda que mantém uma Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual, responsável por ações de conscientização e capacitação voltadas à comunidade acadêmica.
No posicionamento oficial, o órgão reforçou que repudia qualquer forma de assédio dentro ou fora de suas unidades e informou que segue colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
