(foto: divulgação/ MPMG)
(foto: divulgação/ MPMG)
Getting your Trinity Audio player ready...

Produção irregular funcionava dentro de garagem residencial em Uberaba; pai e filho foram presos em flagrante durante fiscalização conjunta

Uma operação conjunta realizada em Uberaba desmantelou uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas que funcionava dentro de uma garagem residencial. A ação terminou com a apreensão de mais de 3,6 mil litros de cachaça adulterada e a prisão de dois homens, nesta terça-feira (2).

A fiscalização reuniu equipes da Polícia Militar, Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG), Vigilância Sanitária e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Segundo a PM, a operação começou após denúncias anônimas apontarem a existência de um imóvel utilizado para produção irregular de bebidas.

Com base nas informações, militares da 147ª Companhia passaram a monitorar o endereço e organizaram a ação dentro da operação “Cerco Fechado”, voltada ao combate ao crime organizado e atividades clandestinas.

No local, os fiscais encontraram uma estrutura improvisada para fabricação, armazenamento e comercialização de cachaça sem qualquer autorização legal. Conforme o Procon-MPMG, a produção acontecia sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sem controle sanitário e em condições consideradas inadequadas.

Durante a vistoria, os agentes identificaram que a bebida era armazenada em barris plásticos e misturada com água retirada diretamente da torneira. Os suspeitos também utilizavam corante caramelo para dar aparência de envelhecimento à bebida e comercializavam garrafas sem identificação adequada ou informações obrigatórias ao consumidor.

A investigação ainda aponta indícios de falsificação de procedência. Parte da produção estaria sendo vendida como se fosse originária de Salinas, cidade mineira conhecida nacionalmente pela fabricação de cachaça artesanal. Segundo o Ministério Público, a prática pode configurar publicidade enganosa e fraude contra o consumidor.

Os dois presos são pai e filho, apontados como responsáveis pela produção clandestina. O delegado responsável pela ocorrência ratificou a prisão em flagrante com base no artigo 272 do Código Penal, que trata da adulteração ou falsificação de produtos destinados ao consumo humano.

Amostras das bebidas foram recolhidas para análise laboratorial, que deve apontar possíveis riscos à saúde. Os produtos considerados impróprios foram apreendidos e encaminhados para inutilização.

A fábrica foi interditada e permanecerá fechada até nova decisão das autoridades responsáveis.

Destaques ISN

Relacionadas

Menu