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Brasil – O Museu do Futebol, em São Paulo, inaugura nesta sexta-feira (22) a exposição “Amarelinha”, que revisita a trajetória da icônica camisa canarinho da Seleção Brasileira. A mostra celebra a história do uniforme amarelo que se tornou símbolo do futebol brasileiro e da identidade nacional ao longo das décadas.
A exposição apresenta 18 camisas históricas usadas em Copas do Mundo entre 1958 e 2022, incluindo peças vestidas por nomes lendários como Pelé, Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr.
A história da camisa amarela começou após a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, episódio que ficou conhecido como “Maracanazo”. Na época, a Seleção utilizava uniforme branco como camisa principal.
Após o trauma da derrota no Maracanã, a antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), em parceria com o jornal Correio da Manhã, promoveu um concurso nacional para escolher um novo uniforme para a Seleção Brasileira.
O vencedor foi o desenhista gaúcho Aldyr Schlee, então com apenas 19 anos. A proposta utilizava as quatro cores da bandeira do Brasil: camisa amarela com detalhes verdes, calção azul e meiões brancos.
Segundo o curador da mostra, Marcelo Duarte, Schlee criou cerca de 100 esboços até chegar ao modelo definitivo que se tornaria um dos maiores símbolos esportivos do mundo.
A estreia da famosa Amarelinha aconteceu em 28 de fevereiro de 1954, em uma vitória do Brasil por 2 a 0 sobre o Chile. Desde então, a camisa nunca mais deixou de ser o uniforme principal da Seleção.
Exposição reúne relíquias históricas
A mostra está dividida em três eixos temáticos: “Antes da Amarelinha”, “Camisa: vestimenta, expressão, documento” e “Seleções e Copas”.
Entre os destaques está a lendária camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1970, quando o Brasil conquistou o tricampeonato mundial diante da Itália.
As peças foram cedidas por colecionadores e ajudam a contar não apenas a evolução visual do uniforme, mas também a transformação tecnológica dos materiais utilizados ao longo das décadas.
A diretora técnica do Museu do Futebol, Marília Bonas, explicou que as camisas passaram por mudanças significativas, saindo do algodão pesado para tecidos modernos de alta tecnologia.
Camisa virou símbolo cultural
Ao longo do tempo, a camisa canarinho ultrapassou o universo esportivo e passou a representar a cultura e a identidade brasileira em diferentes partes do mundo.
Para o ex-volante Mauro Silva, campeão mundial em 1994, o uniforme se tornou um patrimônio global do futebol.
“A admiração por essa camisa transcende o povo brasileiro”, afirmou o ex-jogador.
A exposição “Amarelinha” ficará em cartaz até 6 de setembro no Museu do Futebol, em São Paulo. Os ingressos custam R$ 24, com entrada gratuita às terças-feiras.

