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fim da escala 6x1
Reprodução Agência Câmara de Notícias
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Política – A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos capítulos no Congresso Nacional. Parlamentares do centrão articulam uma proposta alternativa que prevê um período de transição de até 10 anos para a implementação das novas regras trabalhistas, além de contrapartidas fiscais e flexibilizações para empresas.

A movimentação ocorre enquanto avança no Legislativo a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho e estabelece ao menos dois dias de folga por semana, sem redução salarial.

Congresso articula novo formato para jornada de trabalho

Segundo apuração divulgada pela CNN Brasil, já existe um acordo político envolvendo lideranças da Câmara dos Deputados para aprovar três pontos considerados centrais:

  • jornada semanal de 40 horas;
  • mínimo de duas folgas semanais;
  • manutenção dos salários.

A proposta é debatida com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, e deverá separar a mudança constitucional da regulamentação específica das categorias profissionais.

Emenda prevê redução de FGTS e isenção tributária

O texto alternativo apresentado pelo deputado Sérgio Turra inclui medidas que buscam compensar o impacto econômico da mudança para empresas.

Entre os principais pontos da emenda estão:

  • redução da alíquota do FGTS de 8% para 4%;
  • isenção total do INSS patronal;
  • deduções tributárias;
  • ampliação do peso das convenções coletivas;
  • flexibilização trabalhista em alguns setores.

As medidas enfrentam resistência dentro do governo federal, especialmente na área econômica, que rejeita perda de arrecadação fiscal.

PEC deve tratar apenas da redução da jornada

De acordo com a analista política Edilene Lopes, a estratégia do Congresso é dividir a proposta em duas partes.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ficará responsável pelos pilares principais da mudança:

  • fim gradual da escala 6×1;
  • adoção mínima da escala 5×2;
  • redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

Já os detalhes sobre categorias específicas e regras setoriais devem ser discutidos posteriormente em um projeto de lei complementar apresentado pelo governo.

Setores essenciais podem ficar fora das mudanças

Entre os pontos ainda em debate estão possíveis exceções para setores considerados essenciais, como:

  • saúde;
  • telecomunicações;
  • serviços contínuos;
  • áreas industriais específicas.

Também existe discussão sobre modelos alternativos de adaptação, incluindo propostas de transição gradual até jornadas menores, como 36 horas semanais ao longo de uma década.

Parlamentares ligados à base governista resistem a algumas dessas mudanças, mas o tema deve continuar sendo negociado durante a tramitação.

Debate sobre escala 6×1 ganhou força nas redes

A discussão sobre o fim da jornada 6×1 ganhou forte repercussão nas redes sociais e passou a mobilizar sindicatos, trabalhadores e representantes do setor empresarial.

Defensores da mudança argumentam que a redução da carga horária pode melhorar qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores.

Já representantes do setor produtivo demonstram preocupação com aumento de custos operacionais e impactos econômicos em segmentos que dependem de funcionamento contínuo.

Votação pode acontecer ainda em maio

A expectativa no Congresso é que a proposta avance rapidamente nas próximas semanas. O cronograma discutido pelos parlamentares prevê:

  • apresentação oficial do texto nos próximos dias;
  • análise em comissão em 26 de maio;
  • possível votação em plenário no dia 27 de maio.

O tema deve seguir como uma das principais pautas trabalhistas e econômicas do Congresso em 2026.

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