|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Baixada a euforia pela convocação da Seleção Brasileira que irá disputar a Copa do Mundo de 2026, cá estou eu para falar sobre a presença de Neymar na lista dos 26 jogadores escolhidos por Carlo Ancelotti. Afinal de contas, para alguns a vaga deveria ter ficado com Antony, do Betis, ou João Pedro, do Chelsea. Então, será que a escolha de Ancelotti é tão absurda assim?
Neymar voltou ao Santos no início de 2025 com um objetivo claro: retomar o protagonismo para retornar à Seleção Brasileira. Já no primeiro ano, algumas tempestades apareceram pelo caminho: o título paulista não veio, a eliminação precoce para o CRB na Copa do Brasil doeu e, por pouco, o Peixe não foi rebaixado no Campeonato Brasileiro.
Em 2026, parte do roteiro se repete. O Santos novamente ficou sem o título estadual e segue lutando contra o rebaixamento no Brasileirão — embora tenha garantido vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Se a fase do clube — e, consequentemente, de Neymar — não é das melhores, como defender a convocação do camisa 10?
A resposta passa muito pela ausência de um sucessor incontestável. O Brasil chega para mais uma Copa sem um protagonista absoluto no setor ofensivo e, mesmo longe do auge físico, Neymar ainda entrega algo raro: personalidade, capacidade de decisão e um peso técnico que poucos brasileiros possuem atualmente. Em jogos grandes, isso ainda faz diferença.
A história ajuda a sustentar essa escolha. Neymar foi campeão por onde passou — inclusive pela Seleção Brasileira, tanto na principal quanto na olímpica. Com 79 gols, segue como o maior artilheiro da história da Seleção, à frente do eterno Rei Pelé, e dificilmente perderá esse posto tão cedo.
É claro que a convocação não significa cadeira cativa entre os titulares, tampouco blindagem contra críticas. Neymar ainda precisará responder dentro de campo, principalmente fisicamente. Mas, diante do cenário atual do futebol brasileiro, é difícil imaginar Carlo Ancelotti abrindo mão de um jogador que, mesmo cercado de dúvidas, continua sendo um dos poucos capazes de decidir partidas e alterar o destino de uma Copa do Mundo.
