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Baixada Santista – Um homem de 30 anos foi preso em flagrante após se passar por médico e realizar procedimentos estéticos invasivos em clínicas no litoral paulista. O caso ocorreu em Guarujá e envolve atendimentos do falso médico, também na cidade de Santos.
Segundo a polícia, o suspeito, identificado como Mattheus Ricardo, atuava sem formação médica e divulgava os serviços nas redes sociais, onde acumulava mais de 20 mil seguidores.
Prisão e apreensão de materiais
A ação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic).
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca em clínicas onde o suspeito atuava. Nos locais, os agentes apreenderam:
- Medicamentos
- Seringas
- Equipamentos utilizados em procedimentos estéticos
O material será analisado no decorrer da investigação.
Procedimentos exigiam formação médica
De acordo com as autoridades, os procedimentos realizados eram considerados invasivos e, portanto, exigem formação médica especializada.
Em depoimento, o homem confessou que não possui graduação em medicina e que tinha apenas um curso de estética com cerca de 30 horas de duração.
Mesmo assim, ele realizava atendimentos e compartilhava os resultados nas redes sociais, o que ajudava a atrair novos clientes.
Suspeito também oferecia cursos
Além dos atendimentos, o investigado também ministrava cursos na área estética para outras pessoas, o que amplia a gravidade do caso.
A polícia apura se há mais envolvidos e se outras pessoas podem ter sido treinadas sem qualificação adequada.
Crimes investigados
O caso foi registrado como:
- Exercício ilegal da medicina
- Crime contra a saúde pública
As investigações seguem para identificar possíveis vítimas e dimensionar os riscos causados pelos procedimentos realizados.
Riscos de procedimentos sem qualificação
Especialistas alertam que intervenções estéticas feitas por pessoas não habilitadas podem causar complicações graves, como:
- Infecções
- Reações adversas a substâncias
- Danos permanentes à saúde
Por isso, a recomendação é sempre verificar se o profissional possui registro ativo em conselhos de classe e formação adequada.
Caso acende alerta para pacientes
O episódio levanta uma questão importante: até que ponto a popularidade nas redes sociais pode substituir a verificação profissional?
Na prática, curtidas e seguidores não são garantia de qualificação.
Antes de realizar qualquer procedimento estético, é essencial buscar informações sobre o profissional, confirmar credenciais e, se possível, consultar órgãos reguladores.
