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Presidente americano qualifica aliança como “tigre de papel” e questiona ações da Otan no Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a possibilidade de retirar seu país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em entrevista ao jornal britânico The Telegraph. Trump criticou a falta de apoio militar da aliança na sua guerra contra o Irã, especialmente em relação ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo.
Ao ser questionado sobre a permanência dos EUA na Otan após o conflito, Trump respondeu de forma contundente: “Ah, sim, eu diria que está além de reconsideração… Eu nunca fui convencido pela Otan. Sempre soube que era um tigre de papel, e (o presidente russo) Vladimir Putin também sabe disso, aliás.” A declaração reflete o ceticismo de Trump em relação à eficácia da aliança militar, que ele considera insuficiente no apoio às ações dos EUA no Oriente Médio.
Trump tem sido crítico da Otan, acusando a aliança de não cumprir seu papel de forma eficaz. Um dos pontos de discórdia citados por Trump é a relutância dos membros da Otan em agir para reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante via de transporte de petróleo que foi bloqueada pelo Irã após os ataques coordenados entre os EUA e Israel. A falta de uma resposta mais firme da Otan ao fechamento do estreito, considerado uma ameaça significativa ao fornecimento global de energia, tem alimentado as críticas de Trump.
A postura de Trump levanta questões sobre a coesão e o futuro da Otan, especialmente com a crescente tensão envolvendo o Irã e as repercussões geopolíticas do fechamento de uma rota tão estratégica. Sua crítica à aliança também reflete sua abordagem unilateralista em relação à política externa, priorizando os interesses americanos sobre os compromissos multilaterais.


