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A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou um cenário alarmante: 12,5% dos estudantes de 13 a 17 anos deixaram de frequentar as aulas nos 30 dias anteriores à pesquisa devido à falta de segurança no trajeto entre a casa e a escola. Isso equivale a cerca de 1,54 milhão de adolescentes.
O problema é mais grave entre os alunos da rede pública, onde 13,8% faltaram à escola por medo da violência no caminho. Já entre os estudantes da rede privada, o índice é de 5,4%. A pesquisa revela ainda que 13,7% dos estudantes (aproximadamente 1,69 milhão) se sentiram inseguros dentro da própria escola, um aumento de quase 3 pontos percentuais em relação à edição anterior da pesquisa, em 2019.
Além disso, o estudo mostrou um aumento nos casos de violência sexual entre os adolescentes. Cerca de 18,5% dos estudantes relataram ter sofrido algum tipo de abuso ao longo da vida, com um aumento significativo entre as meninas.
Em relação ao bullying, 27,2% dos estudantes disseram ter sido agredidos por colegas nos 30 dias anteriores à pesquisa, com as meninas sendo as maiores vítimas.
A pesquisa ainda trouxe dados preocupantes sobre a violência no entorno das escolas, com destaque para o Rio de Janeiro, que registrou o índice mais alto de estudantes impactados pela insegurança nas aulas, com 25,6% dos alunos afetados.
Esses números levantam uma reflexão urgente sobre as condições de segurança que afetam milhões de estudantes no Brasil, tanto no trajeto até a escola quanto dentro das instituições de ensino. A violência tem se tornado um obstáculo crescente para o acesso à educação no país.


