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A cidade de Santos, no litoral paulista, continua enfrentando desafios econômicos, e o cenário de inadimplência tem mostrado crescimento.
Créditos: ISTV
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A cidade de Santos, no litoral paulista, continua enfrentando desafios econômicos, e o cenário de inadimplência tem mostrado crescimento. De acordo com o relatório mensal realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia, pela quinta vez consecutiva, o indicador subiu em fevereiro de 2026. O aumento registrado foi de 1,01%, quase o dobro do aumento observado em janeiro (0,59%).

Em comparação com a região Sudeste (0,43%) e com a média nacional (0,71%), Santos apresenta um índice mais elevado. Em termos anuais, a alta de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025 foi de 10,34%, enquanto a região Sudeste teve um crescimento de 9,80% e o Brasil de 10,22%.

Nicolau Miguel Obeidi, presidente da CDL Santos Praia, analisa o cenário como reflexo de fatores econômicos globais e nacionais. “A taxa de juros segue alta, o poder de compra das pessoas caiu, os alimentos estão mais caros e, com o conflito entre Irã e Estados Unidos, o preço do combustível aumentou. Isso afeta todos os produtos, que dependem do transporte, gerando uma série de dificuldades. Muitas pessoas recorrem aos bancos para empréstimos, o que acaba criando uma bola de neve”, afirma.

Como é feito o levantamento?

Os dados da pesquisa são coletados mensalmente por meio da base do SPC Brasil, onde se verifica a quantidade de devedores e o aumento ou diminuição das dívidas. O levantamento permite traçar um perfil dos inadimplentes, levando em consideração sexo, valor das dívidas, tempo de atraso e setores com maior índice de inadimplência. A CDL não tem acesso a dados pessoais dos devedores.

Números de Santos

No levantamento de fevereiro de 2026, a maior concentração de inadimplentes em Santos é na faixa etária de 50 a 64 anos, representando 25,05%. Quanto à divisão por sexo, 52,78% dos inadimplentes são mulheres e 47,22% são homens.

Valor das dívidas e tempo de atraso

Em média, cada consumidor inadimplente em Santos devia R$ 6.396,58, considerando o total das dívidas. A distribuição dos valores das dívidas é a seguinte:

  • 24,24% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500;
  • 11,18% tinham dívidas de R$ 500,01 a R$ 1.000;
  • 17,95% tinham dívidas de R$ 1.000,01 a R$ 2.500;
  • 22,57% tinham dívidas de R$ 2.500,01 a R$ 7.500;
  • 24,06% tinham dívidas acima de R$ 7.500.

O tempo médio de atraso é de 29,9 meses (aproximadamente 2 anos e 5 meses). Além disso, 35,62% dos devedores estão inadimplentes há 1 a 3 anos.

Número de dívidas em atraso

O número de dívidas em atraso também cresceu em fevereiro de 2026, com um aumento de 3,94% em relação a janeiro. O índice foi abaixo do registrado na região Sudeste (2,35%) e na média nacional (2,28%).

Em comparação com fevereiro de 2025, o número de dívidas em atraso subiu 19,61% em Santos, enquanto a região Sudeste teve um aumento de 18,02% e o Brasil de 17,76%. Cada consumidor inadimplente em Santos tinha, em média, 2,362 dívidas em atraso, um número ligeiramente superior à média da região Sudeste (2,355 dívidas por pessoa) e nacional (2,295 dívidas por consumidor).

Setores com mais dívidas em atraso

Em Santos, o setor com maior número de dívidas em atraso foi o de bancos, com 79,24% das dívidas. Seguiram-se os setores “Outros” (9,08%), “Água e Luz” (5,49%), “Comunicação” (3,72%) e “Comércio” (2,47%).

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