|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
A ausência de Neymar na lista de Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira, que enfrenta França e Croácia em amistosos neste mês de março, não me surpreende. Pelo contrário: reflete o momento atual do camisa 10 – que em outras épocas era o protagonista indiscutível.
Ancelotti foi claro ao condicionar o retorno de Neymar à plena forma física. O discurso abre espaço para o futuro, mas escancara o presente: Neymar ainda não entrega o nível exigido. Em um cenário competitivo, nome e história não sustentam convocação.
A própria rotina recente reforça essa leitura. No dia da convocação, Neymar esteve com a Fúria, na Kings League, onde até marcou um gol no pênalti do presidente, mas viu seu time ser derrotado. O episódio evidencia um foco distante do alto rendimento.
Há quem defenda que, no tempo livre, Neymar possa fazer aquilo que bem entender. Não consigo ser favorável a essa lógica. Jogador de alto nível não se desliga do desempenho. Cada escolha fora de campo impacta diretamente o que entrega dentro dele.
Na semana anterior, Ancelotti chegou a acompanhar Mirassol x Santos esperando ver o camisa 10, que foi preservado da partida. Quando finalmente atuou, no clássico contra o Corinthians, passou em branco e teve impacto discreto em campo no empate entre os alvinegros.
Em 2026, Neymar soma apenas quatro jogos pelo Santos e dois gols, ambos contra o Vasco em uma única partida. Os números são modestos e irregulares. Diante desse contexto, a não convocação não é polêmica: é coerente com aquilo que ele tem apresentado.
