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Uma forte chuva atingiu a Baixada Santista na tarde desta segunda-feira (19), provocando alagamentos, quedas de árvores e transtornos no trânsito em diversas cidades. O maior volume foi registrado em Peruíbe, com 171 milímetros em apenas 12 horas — valor superior ao previsto para metade do mês, segundo a Defesa Civil do Estado.
A instabilidade foi causada pela formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), associada à chegada de uma frente fria vinda do Sul do país, acompanhada de uma massa de ar polar, o que também resultou em queda das temperaturas. O Instituto Climatempo já havia alertado para o risco de temporais na região até sexta-feira (23).
O Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta (NPH-Unisanta) também emitiu boletim prevendo mar agitado e maré elevada entre os dias 19 e 21, intensificando os riscos no litoral paulista.
Além de Peruíbe, cidades como Itanhaém (156 mm), Praia Grande (108 mm), São Vicente (105 mm), Bertioga (102 mm) e Mongaguá (82 mm) também tiveram grandes acumulados de chuva. Santos registrou 80 mm, Guarujá 72 mm e Cubatão 46 mm no mesmo período.
Levantamento do Cemaden e do Inmet confirmou que a Baixada Santista teve os maiores volumes de chuva do estado de São Paulo nas últimas 24 horas. Itanhaém foi a cidade com o índice mais alto: 176 mm no bairro Nossa Senhora de Sion.
Os impactos foram sentidos em quase toda a região. Em São Vicente, houve solapamento de via pública. Quedas de árvores foram registradas em São Vicente, Peruíbe, Guarujá e Itanhaém.
Em Itanhaém, alagamentos atingiram ruas e residências, deixando cinco pessoas desalojadas. Em Mongaguá, 22 moradores (11 adultos e 11 crianças) foram retirados de suas casas e estão sendo acolhidos no Ginásio de Esportes Arturzão, junto com seus animais de estimação.
As autoridades seguem em alerta diante da previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias.
