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De brigas à conexão: Dicas de uma Advogada, Sexóloga e Analista Comportamental que já ajudou milhares de casais a resgatar a harmonia, a intimidade e a paixão no casamento.
Ghosting
Ghosting
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Olá, queridos leitores! Quem nunca se viu perdido, depois de um “perdido” que atire a primeira pedra.

 

Sejam muito bem-vindos a mais uma coluna. Hoje quero começar lembrando uma cena que, infelizmente, se tornou quase um rito de passagem nos relacionamentos modernos.

Você conhece alguém legal, a conversa flui de um jeito leve, os encontros são ótimos e rola aquela química gostosa. Tudo parece caminhar super bem. De repente, sem qualquer briga ou aviso prévio, a pessoa simplesmente desaparece. Não responde mais às mensagens, ignora os Stories e vira uma verdadeira fumaça digital.

Bem-vindos ao fenômeno do ghosting, o ato de “virar um fantasma” e sumir sem dar nenhuma explicação.

A primeira reação de quem passa por isso costuma ser um mergulho doloroso na autocrítica. A pessoa pega o celular, rebaixa o histórico de conversas e começa a caçar o erro: “Será que eu falei demais?”, “Será que não sou atraente o suficiente?”, “O que eu fiz de errado?”.

O grande problema do ghosting não é apenas o fim do contato, mas a falta de um encerramento. Quando a outra pessoa escolhe o silêncio, ela deixa um vácuo no qual a nossa mente tenta encaixar as piores inseguranças possíveis.

Mas a grande verdade que precisamos encarar é que o sumiço de alguém fala sobre a imaturidade da pessoa, não sobre o seu valor.

 

Quem pratica o ghosting geralmente o faz por incapacidade emocional de lidar com o desconforto da honestidade. É muito mais fácil fechar o aplicativo ou ignorar uma notificação do que ter a hombridade de dizer: “Adorei te conhecer, mas não senti aquela conexão para continuar” ou pior “Adorei te conhecer, tivemos bons momentos, mas quero mesmo é conhecer várias pessoas sem me relacionar sério com ninguém”.

O silêncio é uma saída covarde de quem prefere poupar o próprio ego a ter uma conversa adulta, muitas vezes, pode vir até uma falsa comoção, como por exemplo: “achei que ia te magoar”.

Se você está passando por isso ou já viveu essa situação, vale guardar alguns passos com carinho:

Não se sinta culpado(a): Entenda de uma vez por todas que a atitude do outro reflete o repertório emocional dele, não a sua suficiência.

Resista à tentação de cobrar respostas: Mandar mensagem pedindo explicações para quem escolheu sumir raras vezes traz o alívio que você busca, até porque, você vai utilizar as “explicações” pra se reaproximar e tentar algo novamente. Lembre-se: O silêncio já é, por si só, uma resposta clara.

Entenda o sumiço como um livramento antecipado: Uma pessoa que não tem responsabilidade afetiva para encerrar um ciclo simples dificilmente teria maturidade para construir algo funcional com você no futuro.

No fim das contas, a melhor forma de reagir ao ghosting é devolver a responsabilidade para quem a tem. Não deixe que a covardia alheia faça você fechar o seu coração ou duvidar do quanto você é incrível.

Tirar a roupa é fácil; difícil é ter a coragem de ser transparente até na hora de dizer adeus.

Mas lembre-se: Você merece ao seu lado quem tenha maturidade para ficar, ou ao menos a dignidade e maturidade para se despedir.

 

 

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