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crise no STF
Reprodução internet
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Política – Treze ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestaram apoio ao presidente da Corte, Edson Fachin, diante da crise que envolve integrantes do tribunal. Em uma carta, o grupo defende a realização de uma sessão pública para que o plenário determine uma “imediata e rigorosa apuração” dos fatos que vêm gerando repercussão.

O documento afirma que os acontecimentos divulgados recentemente estariam comprometendo o prestígio e a autoridade do Supremo, além de afetar a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.

Os signatários dizem ter “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin para conduzir o tribunal durante o atual momento.

Quem assinou a carta

A manifestação reúne 13 ministros aposentados e ex-presidentes do STF. O grupo é formado por:

  • Néri da Silveira
  • Francisco Rezek
  • Sydney Sanches
  • Celso de Mello
  • Carlos Velloso
  • Ilmar Galvão
  • Nelson Jobim
  • Ellen Gracie
  • Cezar Peluso
  • Ayres Britto
  • Joaquim Barbosa
  • Eros Grau
  • Rosa Weber

A carta não cita diretamente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que estão no centro dos acontecimentos que deram origem à crise mencionada pelos magistrados aposentados.

Crise envolve Moraes e Mendonça

A tensão no STF ganhou força após informações relacionadas a mensagens periciadas pela Polícia Federal envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo fraudes financeiras do Banco Master.

O material também faz referências ao ministro Alexandre de Moraes, ao ministro André Mendonça, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O relatório teve o sigilo retirado no dia 1º de setembro e passou a ser alvo de discussões dentro da Corte.

Na sequência, Moraes solicitou a Fachin que levasse ao plenário acusações contra Mendonça, incluindo alegações de abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Entre os pontos citados estão questionamentos sobre a condução de relatorias relacionadas ao caso Master e às investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Fachin deu prazo para manifestações

Diante dos acontecimentos, Fachin estabeleceu prazo de cinco dias para que os quatro envolvidos apresentem suas manifestações.

É nesse contexto que os ministros aposentados defendem a realização de uma sessão pública do plenário. Para o grupo, a apuração deve ocorrer com urgência e respeitar o devido processo legal.

Na avaliação dos signatários, a iniciativa é necessária para preservar a credibilidade do Supremo e das instituições democráticas.

Carta pede investigação dos fatos

Na manifestação encaminhada a Fachin, os ministros aposentados afirmam que a atual situação representa a “mais aguda crise” da história do STF.

O grupo pede que o plenário determine a apuração dos fatos e ressalta que o procedimento deve ocorrer de forma rigorosa e dentro das garantias previstas no devido processo legal.

A carta foi datada de 8 de setembro de 2026 e assinada pelos 13 ministros aposentados e ex-presidentes da Corte.

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