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Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por um atendimento odontológico sob escolta da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na manhã de 27 de agosto. A consulta, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu no Centro Odontológico da corporação, em Brasília, e foi mantida em sigilo por questões de segurança.
Bolsonaro procurou atendimento após sentir incômodo e dor ao mastigar. Segundo o relatório elaborado pelo dentista, o problema estava relacionado a uma prótese dentária que estava mais alta do que deveria e encostava antes dos demais dentes durante o fechamento da boca.
O procedimento foi realizado enquanto o ex-presidente estava sob escolta policial. De acordo com informações encaminhadas ao STF, ele deixou a residência por volta das 9h, passou pelo atendimento e retornou em seguida.
Prótese foi ajustada durante o atendimento
Durante a consulta, os dentistas identificaram que a prótese localizada na região inferior esquerda da boca estava causando o desconforto.
Para corrigir o problema, o material foi desgastado e recebeu acabamento e polimento. O objetivo foi ajustar a mordida e evitar o contato antecipado da prótese com os dentes.
Além do ajuste, Bolsonaro passou por uma limpeza nos dentes e na gengiva.
Cinco radiografias realizadas durante o atendimento indicaram que os ossos, a gengiva e os implantes estavam em boas condições, conforme o relatório odontológico.
Os exames, no entanto, apontaram uma alteração na raiz de outro dente que já havia passado por tratamento de canal. Como Bolsonaro não apresentava dor nessa região, os profissionais recomendaram um novo acompanhamento.
A orientação é que ele retorne ao dentista entre quatro e seis meses para verificar o dente e a prótese que foi ajustada.
Defesa queria atendimento em consultório particular
A realização do atendimento odontológico ocorreu após um pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro a Alexandre de Moraes.
Inicialmente, os advogados queriam que o ex-presidente fosse atendido em um consultório particular localizado no Lago Sul, em Brasília. A profissional indicada para o atendimento seria Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, dentista e mulher do senador Flávio Bolsonaro.
Moraes não autorizou o atendimento no consultório particular. Em vez disso, determinou que o procedimento fosse realizado na estrutura odontológica da Polícia Militar do Distrito Federal.
A data e o horário foram definidos entre a defesa e o Núcleo de Custódia da corporação. As informações foram mantidas em sigilo por razões de segurança.
PM informou que atendimento ocorreu sem intercorrências
Em documento encaminhado ao STF, a Polícia Militar informou que não houve vazamento de informações relacionadas ao deslocamento e ao atendimento de Bolsonaro.
Segundo a corporação, toda a operação ocorreu sem intercorrências.
O episódio ocorreu enquanto o ex-presidente cumpre as condições determinadas pela Justiça, que incluem regras específicas para seus deslocamentos e compromissos externos.
O atendimento odontológico, portanto, foi realizado dentro de uma estrutura pública e com acompanhamento de agentes de segurança, após autorização judicial.
Acompanhamento odontológico
Apesar de o atendimento ter sido motivado inicialmente por uma dor ao mastigar, os exames permitiram identificar também uma alteração em outro dente. Como não havia sintomas nessa região, a recomendação dos dentistas foi apenas de acompanhamento periódico.
O próximo retorno deverá ocorrer entre quatro e seis meses, conforme a orientação registrada no atendimento.

