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Brasil – Uma confusão entre um homem de 70 anos e um adolescente de 17 durante um protesto pelo fim da escala de trabalho 6×1, na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou na delegacia neste domingo (30).
Segundo o boletim de ocorrência, o idoso participava do ato em defesa da redução da jornada de trabalho quando o adolescente se aproximou para entrevistá-lo. Durante a conversa, os dois se desentenderam.
O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, como vias de fato, lesão corporal e injúria.
Adolescente fazia entrevistas durante o protesto
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o adolescente seria de direita e fazia parte de um grupo de videomakers que acompanhava o protesto.
Segundo o jornal, o jovem circulava pelo ato realizando entrevistas com manifestantes e fazendo provocações.
O boletim de ocorrência registra que a abordagem ao idoso começou com uma tentativa de entrevista. Na sequência, houve o desentendimento entre os dois.
As circunstâncias da confusão e as responsabilidades de cada envolvido serão apuradas pelas autoridades.
Protesto defendeu o fim da escala 6×1
O ato realizado na Avenida Paulista reuniu centrais sindicais e manifestantes em defesa da aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
O modelo atualmente utilizado em diferentes setores permite que trabalhadores tenham apenas um dia de descanso a cada seis dias trabalhados. A proposta em discussão pretende modificar essa lógica e ampliar o período de descanso dos trabalhadores.
A PEC está prevista para ser analisada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
O protesto contou ainda com a participação da candidata ao Senado Marina Silva (Rede) e do candidato a deputado federal Eduardo Suplicy (PT).
Marina Silva defende mais tempo livre para trabalhadores
Durante o ato, Marina Silva defendeu a ampliação do tempo disponível para os trabalhadores fora do ambiente profissional.
A candidata afirmou que o tempo livre pode ser utilizado de diferentes maneiras, de acordo com a escolha de cada pessoa.
“Tem gente que usa para estudar, para ficar com a família, para se divertir, para ir fazer oração, o que quiser.”
Na sequência, Marina criticou a forma como trabalhadores podem ser tratados em jornadas consideradas excessivas.
“O trabalhador não pode ser tratado como se fosse um escravo.”
O episódio envolvendo o idoso e o adolescente ocorreu em meio à manifestação, mas não está relacionado à organização do protesto nem à proposta de emenda constitucional discutida pelos manifestantes.

