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EUA e Irã
Reprodução internet
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Mundo – Os Estados Unidos intensificaram nesta sexta-feira (17) os ataques contra o Irã, atingindo pontes, um aeroporto e estruturas classificadas como de logística militar. Em resposta, Teerã afirmou ter lançado ataques contra bases americanas em diferentes países do Oriente Médio, ampliando a escalada do conflito após o colapso do acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países.

A nova troca de ataques também aumenta as preocupações com o abastecimento global de energia, já que o confronto afeta o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

EUA ampliam ofensiva contra infraestrutura iraniana

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os bombardeios mais recentes tiveram como alvo estruturas de logística militar no sul do Irã.

A imprensa estatal iraniana informou que pelo menos cinco pontes foram atingidas na região sul do país. Um dos ataques ocorreu no porto de Bandar Khamir, onde também houve danos à estação ferroviária. Segundo autoridades iranianas, sete pessoas morreram na ofensiva.

Também foram registrados relatos de um ataque ao aeroporto de Iranshahr, próximo à fronteira com o Paquistão. A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente essas informações.

O presidente Donald Trump voltou a afirmar que poderá ampliar a ofensiva militar e não descartou ataques de maior escala contra a infraestrutura iraniana.

Irã reage com ataques a bases americanas

Em resposta aos bombardeios, o governo iraniano afirmou ter lançado ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e contra uma estação de radar americana em Omã.

Explosões também foram registradas em Doha, no Catar. Segundo o Ministério do Interior catariano, uma criança ficou ferida por estilhaços.

O Irã informou ainda ter atacado uma área próxima à base militar americana de Tanf, na Síria. De acordo com uma fonte militar síria, o ataque não provocou vítimas nem danos à instalação.

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise

O confronto voltou a afetar o Estreito de Ormuz, rota responsável por parte significativa do comércio mundial de petróleo.

Segundo a Reuters, fuzileiros navais americanos abordaram um navio-tanque para reforçar o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, enquanto outro petroleiro foi atingido por um projétil próximo à costa de Omã.

Com a retomada dos confrontos, o Irã anunciou o fechamento do estreito, enquanto Washington reforçou o bloqueio aos portos iranianos.

A interrupção do tráfego marítimo elevou novamente os preços internacionais do petróleo, que chegaram a aproximadamente US$ 85 por barril durante a semana.

Risco de nova escalada preocupa comunidade internacional

Autoridades americanas afirmam que a ampliação dos ataques busca aumentar a pressão sobre o governo iraniano.

Por outro lado, Teerã advertiu que poderá ampliar os ataques contra infraestruturas civis na região caso os Estados Unidos mantenham os bombardeios.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o Irã também orientou seus aliados Houthis, no Iêmen, a agir caso a infraestrutura iraniana continue sendo alvo de ataques americanos. Um eventual bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, pode provocar novos impactos sobre o comércio global e o mercado internacional de energia.

Enquanto o conflito se intensifica, cresce a preocupação internacional com a possibilidade de uma escalada militar de maiores proporções no Oriente Médio.

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